São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Durigan cobra ajuste fiscal e vê Rubio como maior ameaça externa ao Brasil

Ministro da Fazenda também relatou pedido de Lula a Trump para não interferir nas eleições brasileiras e defendeu metas graduais de superávit.

Durigan cobra ajuste fiscal e vê Rubio como maior ameaça externa ao Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o avanço do Congresso sobre o orçamento, por meio das emendas parlamentares, ampliou o desarranjo fiscal e institucional do país. Segundo ele, o governo federal gasta R$ 50 bilhões com essas emendas.

Durigan também questionou a aposta do mercado na família Bolsonaro para garantir equilíbrio institucional e condições fiscais, políticas e sociais no futuro. Para o ministro, essa expectativa não faz sentido.

Relação com os Estados Unidos

Na avaliação de Durigan, o principal risco para o Brasil está na atuação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e não no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ministro disse que Rubio concentra o foco na América Latina, especialmente no Brasil, e afirmou: “Rubio, sim, tem compromisso com a família Bolsonaro”.

Durigan declarou ainda que Trump mantém uma “boa relação” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar das questões do americano com a China, a Rússia e o Oriente Médio. Durante as negociações sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros, Lula pediu a Trump que não interferisse nas eleições do Brasil. De acordo com o ministro, o presidente americano respondeu que daria a palavra de que não faria essa intervenção.

Metas fiscais

O ministro disse não considerar possível alcançar imediatamente um superávit primário de 2%, como defendem alguns setores. A proposta apresentada por ele é avançar gradualmente para 0,6% no próximo ano e cerca de 1% nos anos seguintes.

Na avaliação de Durigan, esse caminho permitiria recuperar a credibilidade e o grau de investimento sem perda de legitimidade social. Sem equilíbrio, afirmou, o país poderia voltar à polarização e à instabilidade.

O ministro também defendeu sua gestão e a do antecessor, Fernando Haddad (PT), e negou que o aumento de tributos represente uma busca excessiva por arrecadação. Segundo Durigan, a receita voltou a superar a despesa e o governo precisa de uma série mais longa para demonstrar credibilidade, voltar a produzir superávit e comprar reserva internacional.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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