Dario Durigan afirmou que a redução da pressão sobre os juros depende do avanço no ajuste das contas públicas, da revisão de gastos obrigatórios e da estabilidade institucional. O ministro da Fazenda participou nesta segunda-feira, 14, de um seminário da Esfera.
Na avaliação de Durigan, a política econômica deve combinar responsabilidade fiscal e um projeto de desenvolvimento capaz de sustentar a melhora do equilíbrio fiscal ao longo do tempo. Ele associou um ambiente macroeconômico mais favorável a um tripé formado por estabilidade política, previsibilidade fiscal e juros mais baixos.
“Temos que continuar revendo o gasto obrigatório e olhar para que o Brasil siga crescendo. As duas coisas são importantes”, disse. Para o ministro, a contenção dessas despesas ajuda a abrir espaço para juros menores no País.
Arcabouço fiscal
Durigan defendeu a manutenção do atual arcabouço fiscal, com aperfeiçoamentos, em vez de sua substituição a cada ciclo. Segundo ele, a regra produziu impacto fiscal neutro de 2024 a 2026, mas precisa ser fortalecida para dar previsibilidade à política econômica.
O ministro também citou os gatilhos de contenção de gastos obrigatórios a partir do ano que vem como um avanço recente nessa frente. Ele classificou o resultado como ainda modesto, mas importante para sinalizar a trajetória de ajuste das contas públicas.
Ao tratar do ciclo eleitoral, Durigan pediu serenidade em 2026 e afirmou que o período deve ser diferente de 2022. Ele disse que as eleições precisam ocorrer com tranquilidade e que o resultado das urnas deve ser reconhecido.
Na avaliação do ministro, o respeito às instituições aumenta a confiança, favorece o investimento e influencia a dinâmica econômica. Um ambiente institucional estável, afirmou, reduz ruídos que elevam incertezas e custos financeiros.




