O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (11) que o Brasil precisa estabilizar as regras fiscais antes de definir uma agenda de desenvolvimento econômico para um possível próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Durigan disse que o debate econômico está concentrado na questão fiscal, mas defendeu uma discussão sobre como o país pode acompanhar o desenvolvimento mundial. Para ele, a prioridade na inteligência artificial deve ser a aplicação da tecnologia em áreas nas quais o Brasil tem vantagens, como o agronegócio, e não a competição direta com Estados Unidos e China.
“Não cabe ao Brasil reabrir um debate ou querer ser um concorrente dos Estados Unidos e da China”, afirmou o ministro.
Durigan avaliou que a discussão sobre desenvolvimento deve ocorrer depois da pacificação das contas públicas e da redução dos juros. Como representante econômico da campanha petista à reeleição, comparou os indicadores do governo atual com os da administração anterior.
Segundo o ministro, a taxa de juros deve terminar no mesmo patamar ou abaixo do nível atual. “Hoje é 14%, igual a 13,75% ou mais baixa”, declarou. Ele considerou negativo que a taxa não tenha recuado.
Na avaliação de Durigan, porém, houve melhora na percepção das agências de classificação de risco. O risco País, disse, passou de 164 no início do governo Bolsonaro para 229 ao fim daquela gestão e está em 120 atualmente.




