SÃO PAULO — O dólar à vista fechou em baixa de 0,07%, a R$ 5,1514, após oscilar em alta durante a tarde com o fortalecimento da moeda americana no exterior. O movimento perdeu força no fim dos negócios, enquanto investidores avaliaram a decisão do Federal Reserve e as expectativas para a eleição presidencial no Brasil.
A cotação atingiu máxima de R$ 5,1664 e mínima de R$ 5,1372. Nos três primeiros pregões da semana, o dólar acumula alta de 0,51%. Em setembro, a queda é de 0,55%, depois de valorização de 2,16% no mês passado. No ano, a moeda recua 6,15%.
Operadores apontaram que o real esteve entre as divisas mais líquidas de melhor desempenho, ao lado do peso chileno, em meio à perspectiva de aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. A manutenção do petróleo acima de US$ 100, apesar da queda de mais de 3% nas cotações, e a melhora do fluxo cambial na segunda semana de setembro, conforme dados do Banco Central, também deram suporte à moeda brasileira.
Fed eleva juros
O Federal Reserve aumentou a taxa básica em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. As projeções dos dirigentes indicam crescimento maior, queda do desemprego e inflação acima da meta. Doze dirigentes veem o juro entre 4% e 4,25% no fim de 2026, o que representa uma alta adicional de 0,25 ponto ainda em 2026.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que, diante de uma economia mais forte e de uma situação “mais ou menos de pleno emprego”, o banco central “pode se dar o luxo” de se concentrar na inflação. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas, subia 0,65% perto do fim da tarde, a 100,265 pontos.
As taxas dos juros futuros médios e longos recuaram, enquanto a ponta curta terminou praticamente estável, com a expectativa de corte de 0,25 ponto da Selic pelo Copom já incorporada aos preços. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,579% para 13,580%; o contrato para janeiro de 2028 caiu de 13,654% para 13,625%; o de janeiro de 2029 recuou de 13,923% para 13,865%; e o de janeiro de 2031 baixou de 14,201% para 14,070%.
O Ibovespa terminou em queda de 0,51%, aos 185.547,66 pontos. A Petrobras pressionou o índice após forte recuo das ações, em um dia de baixa do petróleo. As declarações de Warsh sobre a inflação também contribuíram para o ajuste negativo nas bolsas dos Estados Unidos.




