SÃO PAULO — O dólar à vista fechou a quarta-feira, 9, em alta de 0,52%, a R$ 5,1123, após tocar R$ 5,1153 no pior momento da sessão. A moeda operou acima de R$ 5,10 pressionada pelo aumento da aversão ao risco no exterior, pela alta dos Treasuries e por uma provável saída de recursos da bolsa brasileira.
Petróleo e mercados globais
O contrato do Brent para novembro avançou 3,36%, a US$ 101,21 o barril, maior nível desde o fim de julho. A alta ocorreu em meio ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, aos atritos entre Estados Unidos e Irã e a ataques ucranianos contra a infraestrutura de energia da Rússia.
A elevação do petróleo aumentou os temores de inflação e levou investidores globais a ajustar posições. O rendimento da T-Note de 10 anos subia de 4,794% a 4,839% às 17h13. O índice DXY avançava 0,04%, aos 98,828 pontos, por volta das 17h.
O real teve o pior desempenho entre as divisas mais líquidas na sessão. Ainda assim, acumulava queda de 1,31% frente ao dólar em setembro, depois de alta de 2,16% em agosto. O Ibovespa caiu 0,93%, aos 185.629,04 pontos.
Combustíveis e juros
No fim da tarde, Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que reduziu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro e em R$ 0,19 por litro do etanol, cuja tributação foi zerada. Uma Medida Provisória também prevê subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel.
Após o anúncio, os juros futuros aceleraram a alta. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,571% para 13,58%; o contrato para janeiro de 2029 subiu de 13,705% para 13,865%; e o DI para janeiro de 2031 avançou de 13,902% para 14,095%.
A curva ainda precifica pelo menos mais dois cortes da Selic. A expectativa é de redução de 0,25 ponto porcentual em setembro, com 60% de probabilidade de novo corte em novembro. Para Marcelo Bacelar, da Azimut Brasil Wealth Management, a abertura da curva americana e a perspectiva de juros maiores nos Estados Unidos são negativas para o real.




