São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Carteira de concessões de infraestrutura deixa R$ 204 bilhões para próximo governo

Rodovias, ferrovias, portos e hidrovias tiveram leilões adiados para 2027 ou anos seguintes.

Carteira de concessões de infraestrutura deixa R$ 204 bilhões para próximo governo

Projetos de rodovias, ferrovias, portos e hidrovias que o governo pretendia leiloar em 2026 devem ficar para 2027 ou para os anos seguintes. A carteira soma ao menos R$ 204 bilhões em investimentos previstos e será herdada pelo próximo presidente.

Dos 13 leilões rodoviários planejados inicialmente para este ano, a previsão passou a ser de sete. Três já foram realizados: os lotes Rotas Gerais, Rota dos Sertões e o trecho de 383 km da Régis Bittencourt. O Ministério dos Transportes prevê mais quatro até o fim do ano.

Com a reprogramação, projetos rodoviários com investimento estimado em R$ 28,8 bilhões ficarão para o próximo mandato. Entre eles estão as otimizações da Rodovia Transbrasiliana, da Rota Planalto Sul e da Rota Litoral Sul, além dos lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. A pasta informou que divulgará em novembro o cronograma e as datas dos próximos leilões.

Ferrovias concentram maior parcela

No setor ferroviário, projetos com R$ 154,9 bilhões em investimentos previstos passarão para o próximo mandato. Dos oito leilões planejados pelo Ministério dos Transportes, apenas o do Corredor Minas-Rio, marcado para dezembro, deve ocorrer ainda neste ano.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo planeja publicar os editais do Anel Ferroviário do Sudeste e da Malha Oeste ainda neste ano. Também pretende resolver em 2026 a situação da Ferrogrão. As datas dos leilões ainda não foram definidas.

A carteira inclui ainda sete trechos ferroviários de curta extensão, apresentados a empresas e bancos em evento em São Paulo. Pelo menos dois podem ser levados a leilão até o fim do ano, no modelo de autorização.

Portos e hidrovias

Nos portos, três dos 18 leilões anunciados para 2026 tinham sido realizados até setembro. Os certames foram o POA26, no porto de Porto Alegre; o MCP01, no Porto de Santana, no Amapá; e o NAT01, no porto de Natal. Os outros 15 permanecem pendentes, em diferentes fases de estudos, consultas públicas ou análise regulatória.

Os projetos portuários adiados para 2027 ou depois reúnem ao menos R$ 20,8 bilhões em investimentos previstos. A estimativa considera 13 dos 15 empreendimentos ainda não realizados que já têm valores calculados. O montante pode aumentar com projetos ainda em definição.

Entre os projetos pendentes estão o Tecon Santos 10, no porto de Santos, o terminal ITJ01, em Itajaí, e o canal de acesso ao porto de Santos. O ITJ01 tem investimento previsto de R$ 2,66 bilhões. Para o canal de acesso a Santos, a estimativa é de R$ 6,45 bilhões.

As cinco concessões de hidrovias previstas também foram adiadas. Os projetos dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós ainda dependem de definições técnicas, ambientais e jurídicas. No Madeira, a modelagem foi revista após embates com comunidades locais e indígenas.

O governo federal atribuiu os atrasos a suspensões de estudos, mudanças de cronograma, acúmulo de projetos na ANTT e um acordo frustrado no TCU. Apesar da agenda pendente para 2026, o atual mandato de Lula realizou 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos entre 2023 e 2025, segundo levantamento dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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