São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cofundador do Spotify ameaça deixar Suécia por imposto sobre fortunas

Martin Lorentzon disse que sairia imediatamente do país se fosse criado um imposto sobre grandes patrimônios.

Cofundador do Spotify ameaça deixar Suécia por imposto sobre fortunas

Martin Lorentzon, cofundador do Spotify, afirmou que deixaria imediatamente a Suécia caso o país adotasse um imposto sobre grandes fortunas. Ele disse que preferiria permanecer, mas que uma cobrança desse tipo o obrigaria a sair.

A discussão ocorre antes das eleições de 13 de setembro. O Partido de Esquerda defende um imposto sobre bilionários, enquanto o Partido Verde propõe uma taxação separada sobre os mais ricos. Os dois partidos fazem parte da oposição de centro-esquerda liderada pelos sociais-democratas, que aparece à frente do bloco governista de direita nas pesquisas mais recentes.

A proposta enfrenta resistência do atual governo de centro-direita e de Magdalena Andersson, líder social-democrata. Ela descartou a retomada dos antigos impostos suecos sobre fortunas, heranças e doações. Investidores avaliam, contudo, quais acordos podem ser firmados depois da votação.

Lorentzon, cujo patrimônio líquido é estimado em mais de US$ 11 bilhões pelo Índice de Bilionários da Bloomberg, defendeu que os políticos considerem aumentar os impostos sobre o capital ou os dividendos. Para ele, cobrar anualmente sobre o patrimônio poderia levar empresários a vender participações em suas empresas para pagar os tributos.

“Não beneficia ninguém se empresários e geradores de empregos tiverem de vender partes de suas empresas para pagar impostos”, afirmou Lorentzon. Ele disse que a medida reduziria o número de empresas, inovações, investimentos em tecnologias ambientais e climáticas, contribuintes e recursos destinados ao bem-estar social.

Klas Tikkanen, executivo da Nordic Capital, afirmou anteriormente que as propostas poderiam provocar “um verdadeiro êxodo”. Empresários e consultores também disseram que alguns já avaliam a possibilidade de se mudar para o exterior.

Lorentzon afirmou que o debate já provocou prejuízos ao aumentar a incerteza. Segundo ele, recebe perguntas de empresários sobre a abertura de empresas na Suécia. Em artigo de opinião publicado no Expressen no sábado, disse apoiar a tributação progressiva, mas ser contra um imposto anual sobre o patrimônio. Para Lorentzon, fortunas frequentemente estão concentradas em participações ilíquidas, e não em dinheiro disponível.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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