São Paulo, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Economia

China reduz embarques e Brasil amplia saldo com União Europeia em setembro

Vendas à China recuaram 7,6% no mês, enquanto exportações à União Europeia cresceram 60,1%.

China reduz embarques e Brasil amplia saldo com União Europeia em setembro

A queda nas vendas brasileiras para a China marcou o desempenho do comércio exterior em setembro. As exportações ao país asiático recuaram 7,6%, para US$ 7,89 bilhões, ante US$ 8,69 bilhões em setembro de 2025. As importações chinesas avançaram 12,6%, a US$ 7,06 bilhões, e o saldo bilateral ficou positivo em US$ 830 milhões.

Durante entrevista coletiva sobre a balança comercial, Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, relacionou a redução à menor venda de carne bovina, soja, minério de ferro e milho. No caso da carne bovina, os embarques caíram 93,5% após o atingimento da cota comercial, que impõe sobretaxa ao produto e reduz o volume exportado.

Brandão afirmou que os Estados Unidos e outros destinos compensaram parte da retração nas vendas de carne, mas não toda a queda. No ano passado, a China respondeu por 53% das compras de carne brasileira. O diretor também avaliou que a menor exportação de milho pode estar ligada ao aumento da demanda interna chinesa e disse que o Brasil permanece competitivo na soja, com possibilidade de redirecionar o produto para outros mercados.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as exportações para a China cresceram 12%, para US$ 84,64 bilhões. As importações aumentaram 9,9%, a US$ 58,62 bilhões, e o superávit chegou a US$ 26,05 bilhões.

União Europeia e Estados Unidos

As vendas brasileiras à União Europeia cresceram 60,1% em setembro, para US$ 6,95 bilhões. As importações caíram 8,7%, para US$ 4,06 bilhões, resultando em superávit de US$ 2,89 bilhões. Entre janeiro e setembro, as exportações ao bloco avançaram 20%, para US$ 44,15 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,10 bilhões.

Para os Estados Unidos, as exportações subiram 31,9% em setembro de 2026 ante igual mês de 2025, de US$ 2,67 bilhões para US$ 3,52 bilhões. As importações cresceram 2,1%, para US$ 4,43 bilhões, levando a um déficit de US$ 910 milhões.

De janeiro a setembro de 2026, as vendas aos Estados Unidos recuaram 6,5%, a US$ 27,46 bilhões. As importações caíram 7,1%, para US$ 31,79 bilhões, e o déficit acumulado foi de US$ 4,33 bilhões.

Na relação com a Argentina, as exportações diminuíram 25,2% em setembro, para US$ 1,36 bilhão, enquanto as importações subiram 5,7%, a US$ 1,31 bilhão. O superávit mensal ficou em US$ 50 milhões e, no acumulado do ano até setembro, alcançou US$ 1,63 bilhão.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.