São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cade aprova venda da Avibras à holding dos irmãos Batista

Empresa de Jacareí (SP), fabricante de mísseis e foguetes, passou por recuperação judicial e recebeu aporte de R$ 300 milhões da J&F.

Cade aprova venda da Avibras à holding dos irmãos Batista

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da estrutura que controla os ativos da Avibras Aeroco para a holding dos irmãos Batista. Fundada em 1961 e sediada em Jacareí (SP), a empresa atua no desenvolvimento de mísseis, foguetes e sistemas de propulsão aeroespacial.

A Avibras participa do Programa Espacial Brasileiro com veículos suborbitais, sistemas de eletrônica embarcada e tecnologias de propulsão sólida. Entre os principais projetos está o propulsor S50, desenvolvido para a plataforma suborbital VS-50 e para o veículo lançador de microssatélites VLM-1.

Na área de defesa, a companhia produz o sistema ASTROS, lançador múltiplo de mísseis e foguetes com alcance de até 300 km, usado pelo Exército Brasileiro e exportado. Também desenvolve o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), em fase final de certificação técnica; o Skyfire, sistema de foguetes de 70mm; e plataformas de defesa antiaérea, como o sistema FILA.

Recuperação financeira

A empresa entrou em recuperação judicial em março de 2022, com dívidas de R$ 600 milhões. O processo levou à demissão de 400 funcionários e a uma greve de trabalhadores que durou 1.280 dias.

A retomada ocorreu em maio de 2026, quando a fábrica foi reaberta sob a marca Avibras Aeroco. Na ocasião, 480 operários retornaram às atividades, e a empresa recebeu o título de Empresa Estratégica de Defesa. A visita do presidente da República também indicou novos contratos com as Forças.

Antes da negociação com o grupo J&F, a Avibras esteve em tratativas com a estatal chinesa Norinco e quase foi arrematada pela australiana DefendTex. Essa transação foi interrompida depois que o governo federal concedeu à empresa o título de Empresa Estratégica de Defesa.

A consolidação do negócio com os empresários brasileiros ocorreu após um aporte de R$ 300 milhões feito por Joesley Batista na estrutura da fábrica.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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