São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Exército testa quatro drones de ataque criados por estudantes da UFSC

Equipamentos da startup Vultis Industries, de Joinville, foram pré-classificados para possível compra ou desenvolvimento pelas Forças Armadas.

Exército testa quatro drones de ataque criados por estudantes da UFSC

Quatro drones de ataque desenvolvidos pela startup Vultis Industries foram selecionados em uma lista de pré-classificação do Exército Brasileiro. A empresa foi criada por estudantes de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

A seleção faz parte de um chamamento público aberto pela Diretoria de Fabricação do Exército para avaliar e pré-qualificar sistemas capazes de atender às necessidades da Força. O resultado foi divulgado em julho deste ano no Diário Oficial da União.

A pré-qualificação não representa a compra imediata dos equipamentos. Ela indica que os sistemas cumpriram os requisitos definidos para essa fase e poderão ser analisados em etapas futuras de aquisição ou desenvolvimento.

Sistemas selecionados

A Vultis teve quatro equipamentos incluídos na lista: dois lançadores de munição e dois drones classificados como kamikaze. Nesse segundo caso, o próprio equipamento funciona como munição e é destruído junto com o alvo.

Os modelos pertencem à família URUBU-X, formada por drones de ataque de asa rotativa nas configurações de 10 e 15 polegadas. Há versões de bombardeio, identificadas como 10B e 15B, com capacidade de lançar carga, e versões de efeito terminal kamikaze, chamadas 10K e 15K.

Segundo a empresa, as plataformas têm baixo custo unitário, foram projetadas para produção em escala e têm emprego tático em curta distância. A Vultis desenvolve e fabrica três linhas de aeronaves não tripuladas, baseadas em um núcleo comum de aviônica, software embarcado e estação de controle próprios.

Desenvolvimento da startup

A empresa é sediada no Ágora Tech Park, dentro do Perini Business Park, e atua no desenvolvimento e na fabricação de drones de aplicação militar e dual. O projeto começou em março deste ano, após um dos cinco sócios viajar para a Alemanha e identificar a dependência brasileira de plataformas importadas.

Em maio, durante a SC ExpoDefense 2026, a Vultis apresentou seus produtos. A startup também recebeu uma comitiva da Diretoria de Fabricação do Exército Brasileiro, presidida pelo General Vasconcellos, Diretor de Fabricação.

A empresa estrutura uma rodada de captação para financiar a industrialização e a verticalização de componentes críticos, o desenvolvimento de software e novas plataformas. Guilherme Martins, um dos cinco sócios, afirmou que a estratégia é produzir drones no Brasil e oferecer uma alternativa aos equipamentos importados da China.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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