São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vigitel aponta queda do tabagismo entre adultos, mas uso de vapes avança entre jovens

Percentual de fumantes de 45 a 54 anos caiu de 22,8% para 12,4% entre 2006 e 2024, enquanto 24,8% dos jovens já testaram cigarros eletrônicos.

Vigitel aponta queda do tabagismo entre adultos, mas uso de vapes avança entre jovens

O percentual de fumantes entre pessoas de 45 a 54 anos caiu de 22,8% para 12,4% entre 2006 e 2024, segundo o Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais e no Distrito Federal. A redução ocorre enquanto o uso de cigarros eletrônicos chama atenção entre os mais jovens.

Procura por tratamento

A médica de família Keilla Mello, que atende na Unidade de Saúde da Família Dr. Guilherme José Robalinho, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, afirma ter percebido maior procura de pessoas de meia-idade e idosos pelo programa de tratamento para parar de fumar.

O acompanhamento começa, segundo a médica, pela identificação das situações que aumentam a vontade de fumar. Ansiedade, estresse, café e bebida alcoólica estão entre os gatilhos citados. A partir daí, o paciente pode desenvolver estratégias para lidar com esses momentos sem recorrer ao cigarro, com apoio profissional e, quando indicado, medicamentos.

Em Pernambuco, o SUS oferece tratamento gratuito e integral. No Recife, 66 unidades de saúde participam do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, com abordagem cognitivo-comportamental e uso de medicamentos quando necessário.

Dependência e recaídas

O empresário Antônio Cardoso decidiu parar em 2022, depois de fumar desde os 16 anos. Aos 58 anos, ele está há quatro anos sem cigarro, após quase quatro décadas de dependência.

Antes da interrupção definitiva, Antônio já havia conseguido ficar cerca de dois anos sem fumar. Uma recaída, porém, reativou o consumo. Ele relata que chegou a fumar até duas carteiras por dia e que a dependência envolvia aspectos químicos, físicos e psicológicos.

“Recaídas podem acontecer, mas não significam que seja preciso desistir”, afirma Cardoso. Para ele, procurar orientação médica e ajuda aumenta as chances de superar o vício.

O Inca informa que a nicotina é rapidamente absorvida depois de inalada e chega a diferentes órgãos, incluindo o cérebro. O tabagismo também está relacionado a cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e a outros tipos de câncer e doenças.

Uso de cigarros eletrônicos

O monitoramento do Vigitel mostra que o percentual de fumantes nas capitais e no Distrito Federal passou de 9,0%, em 2021, para 11,5%, em 2024. O Ministério da Saúde considera a tendência recente estável por causa das margens de variação da pesquisa, mas o resultado é acompanhado com atenção.

Entre 2019 e 2024, a parcela de adultos que declarou usar cigarros eletrônicos diariamente ou ocasionalmente oscilou de 2,3% para 2,4%. O dado é mais elevado entre pessoas de 18 a 24 anos: 24,8% já haviam experimentado esses dispositivos.

Keilla Mello afirma que o cigarro eletrônico não é uma alternativa segura para quem quer parar de fumar. O dispositivo pode ter altas concentrações de nicotina, manter ou aumentar a dependência e expor o organismo a substâncias tóxicas.

O Inca estima que cerca de 477 pessoas morrem diariamente no Brasil por doenças provocadas pelo tabagismo. Falta de ar intensa, dor no peito, tosse persistente, sangue no escarro, rouquidão prolongada e perda de peso sem explicação são sinais que devem ser investigados com atendimento médico.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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