NAVEGANTES — A aproximação de pessoas pode afastar aves de seus ninhos e prejudicar a reprodução na Ilha do Gravatá. Para reduzir esse risco, o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) iniciou ações de preservação na formação rochosa localizada em frente à Praia do Gravatá.
A programação inclui atividades de educação ambiental, vídeos explicativos e a produção de placas informativas para instalação no local. A orientação para moradores e visitantes é manter distância da fauna e respeitar a área durante o período reprodutivo.
Período de reprodução
Também chamada de Ilhota do Gravatá, a ilha é utilizada pelo trinta-réis-de-bico-vermelho, ave migratória classificada como vulnerável a ser extinta. Segundo o IAN, a espécie usa a costa brasileira para reprodução principalmente entre abril e setembro.
Nesse intervalo, os animais constroem ninhos no solo e podem colocar de um a quatro ovos. De acordo com o instituto, a sensibilidade à presença humana pode provocar estresse nas aves e fazer com que elas deixem os ninhos, comprometendo a reprodução.
A área fica nas proximidades do posto salva-vidas 19 e da entrada 87. O ponto é conhecido pela observação da vida marinha e de aves. A preservação também é tratada pela prefeitura como uma medida de proteção à fauna local.
Alerta sobre a fauna
A administração municipal informa que interferir nos animais pode configurar crime ambiental. O artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998 prevê detenção e multa para crimes contra a fauna.
O superintendente do IAN, Diego Dias, afirmou que a ilha tem relevância ambiental para o município. “Cuidar desse espaço é preservar a nossa biodiversidade”, disse. A prefeitura relaciona a conservação da área à manutenção de suas características naturais para a história e o futuro de Navegantes.



