NAVEGANTES — A nova faixa de areia da Praia do Gravatá terá uma área de restinga com 14 metros de largura entre o Molhe do Gravatá e a Pedra da Miraguaia. O plantio começou em setembro, após a conclusão da etapa de alargamento da orla, e será feito em pontos previamente delimitados.
As plantas serão transplantadas de outros trechos do litoral de Navegantes. O trabalho deve durar cerca de 60 dias e incluirá oito espécies, entre elas a Bromelia antiacantha, conhecida como gravatá e responsável pelo nome da praia.
A implantação cumpre um acordo entre a Prefeitura de Navegantes e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC), previsto na licença ambiental que autorizou a obra. Segundo a gestão municipal, as espécies terão porte baixo para preservar a visibilidade da praia e do mar.
O Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) acompanhará o desenvolvimento da vegetação nos próximos anos. A instituição também deverá fazer substituições caso seja necessário.
A restinga ajuda a fixar a areia e a reduzir os efeitos da erosão provocada pelo vento e pelas ressacas. A vegetação também contribui para a recuperação do equilíbrio ecológico e cria uma barreira natural de proteção da praia.
Para Diego Dias, superintendente do IAN, a recuperação da vegetação é importante para consolidar a área depois da intervenção. Ele afirma que a restinga contribui para a estabilidade e a longevidade do alargamento ao proteger a faixa de areia dos efeitos naturais sobre a costa.
A Praia do Gravatá foi reaberta em 12 de agosto, depois de passar mais de 20 dias interditada durante as obras. Com investimento público de R$ 31,5 milhões, a intervenção ampliou a faixa de areia ao longo de 2,3 quilômetros, entre a região próxima ao Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá.
A obra utilizou a draga chinesa Galileo Galilei. A areia foi retirada do fundo do mar, transportada e bombeada até a orla, onde foi espalhada e nivelada. Em alguns trechos, a faixa passou de quase inexistente para até 70 metros de largura.



