São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Brasil

Brasil fica atrás apenas da Colômbia em mortes de defensores ambientais

Relatório da Global Witness aponta 26 assassinatos no país em 2025, em meio a disputas por terras em Rondônia e no Pará.

Brasil fica atrás apenas da Colômbia em mortes de defensores ambientais

A Colômbia e o Brasil reuniram 52% dos assassinatos de defensores do meio ambiente registrados no mundo em 2025, segundo relatório anual da Global Witness. Foram 39 mortes na Colômbia e 26 no Brasil, que ficou na segunda posição entre os países mais perigosos para esses ativistas.

No Brasil, o número de mortes dobrou em relação ao ano anterior. As disputas por terras foram apontadas como o principal motivo dos assassinatos, em conflitos que envolvem indígenas e latifundiários. Os ataques se concentraram em Rondônia e no Pará.

Carlos Lima, da Comissão Pastoral da Terra, relacionou a violência à falta de responsabilização. “É quase uma licença para matar”, afirmou.

A Global Witness também criticou a aplicação desigual de compromissos ligados aos direitos territoriais no Brasil, país que sediou a COP30. Na América Latina, considerada a região mais letal para defensores ambientais, indígenas representam 36% das vítimas e agricultores, 40%. A maioria vive em áreas remotas, com pouca presença do Estado.

Colômbia lidera pelo quarto ano

A Colômbia ocupou o primeiro lugar entre os países mais violentos para ativistas pelo quarto ano consecutivo. O relatório registrou 39 assassinatos em 2025, abaixo dos 48 do ano anterior, principalmente em conflitos por terra.

A Global Witness apontou o departamento colombiano de Cauca como epicentro dos crimes. A área é uma terra indígena ancestral com narcoculturas e foi foco da onda de violência no país. Astrid Torres, da Somos Defensores, pediu proteção reforçada para a comunidade e disse que o silêncio foi usado para preservar vidas.

No mundo, foram registrados 124 assassinatos de ambientalistas em 2025. Honduras e Filipinas apareceram em seguida, com 12 mortes cada, enquanto o México teve 10.

A ONG atribuiu parte da violência regional ao avanço do crime organizado, associado a corrupção e impunidade, e aos interesses de empresas extrativistas que buscam petróleo e minerais em ecossistemas frágeis. Nas Filipinas, projetos extrativistas e programas de combate à insurgência voltaram a provocar violência.

Desde 2023, a Global Witness registra queda nos assassinatos de defensores do meio ambiente e do território. A organização, porém, afirma que os dados podem estar subestimados porque muitos casos não são denunciados, sobretudo em situações de conflito armado grave e genocídio.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.