São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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BR-282 registra 115 mortes em 2025 em meio a falhas na infraestrutura

Rodovia na Grande Florianópolis teve 640 acidentes no primeiro semestre do ano passado e voltou a registrar alta nas ocorrências desde 2024.

BR-282 registra 115 mortes em 2025 em meio a falhas na infraestrutura

A BR-282 registrou 115 mortes em acidentes de trânsito em 2025, alta de 45% em relação aos anos anteriores. O número de ocorrências, que havia recuado entre 2018 e 2023, voltou a crescer a partir de 2024. Apenas no primeiro semestre do ano passado, foram 640 acidentes, média de três por dia.

A rodovia recebe entre 10 e 12.000 veículos por dia, segundo José Leles de Souza, doutor em Engenharia de Transportes e diretor do Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte (Icetran). De 30 a 35% desse fluxo é formado por veículos pesados.

Infraestrutura e circulação

Para o inspetor Adriano Fiamoncini, da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina (PRF-SC), a BR-282 combina trânsito intenso, circulação de pedestres e ciclistas, motocicletas e moradores em trechos urbanizados. Ele afirmou que as condições da rodovia permanecem as mesmas de 20 anos atrás.

O motorista Jonas Assunção Júnior, que utiliza a estrada de segunda a sexta-feira, relatou dificuldades para trafegar em uma via sinuosa e com buracos. Segundo ele, essas condições levam motoristas a tentar ultrapassagens pela contramão, em locais proibidos e durante curvas.

A BR-282 tem cerca de 100 quilômetros entre a capital e Bom Jardim da Serra. A falta de manutenção, de acordo com os especialistas citados, aumenta a exposição de motoristas, pedestres e ciclistas a riscos e também pressiona as equipes de resgate.

Cruzamentos e atendimento

O comandante do Corpo de Bombeiros em Santo Amaro da Imperatriz, Douglas Coelho da Silva, informou que colisões laterais e frontais estão entre os principais acidentes registrados. As laterais ocorrem principalmente nos pontos em que os condutores precisam cruzar a rodovia para acessar o outro lado do município. As colisões traseiras são associadas à velocidade, enquanto as frontais são as que mais mobilizam os bombeiros.

O batalhão conta com ferramentas de expansão e alargamento de estruturas e tesouras para corte. Ainda assim, as ocorrências saturam as equipes de resgate e geram gargalos para a rotina da população e para a economia.

Mudanças na rodovia

Fiamoncini também apontou a falta de passarelas e de locais seguros para a travessia de pedestres. Em trechos com trânsito parado, há pessoas que se arriscam no acostamento ou entre as faixas.

Para o engenheiro Roberto Oliveira, mudanças estruturais dependem de interesse público, vontade política e capacidade técnica. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNITT), responsável pelas correções de vias no país, não teria capacidade própria para elaborar projetos, segundo o especialista. Ele defendeu a mobilização da população para que as melhorias avancem.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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