INDONÉSIA — Ardi Rizal, que fumava até 40 cigarros por dia aos 2 anos, deixou a nicotina e, aos 18, tenta manter uma rotina saudável. O caso ganhou repercussão em 2010, quando imagens mostraram o menino, ainda de fraldas, fumando sentado no chão.
O primeiro contato com o cigarro teria ocorrido quando Ardi tinha cerca de 18 meses. O pai lhe ofereceu o primeiro cigarro, e o hábito evoluiu rapidamente para uma dependência. A criança também procurava pontas descartadas no chão e reagia com irritação quando os familiares tentavam impedir o acesso ao tabaco.
Em algumas ocasiões, Ardi chegava a bater a cabeça durante as crises. O Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia passou a acompanhar a situação, e o menino iniciou um processo de reabilitação. Profissionais trabalharam o controle da ansiedade e a redução gradual da dependência.
Da nicotina à compulsão alimentar
Depois de parar de fumar, Ardi passou a buscar conforto na comida. O ganho rápido de peso levou a família a procurar acompanhamento especializado novamente. Durante a recuperação, ele precisou reconhecer os momentos de ansiedade e substituir os antigos hábitos por uma rotina mais equilibrada.
Hoje, sua alimentação é baseada principalmente em peixes e verduras. A mudança ajudou no controle do peso e na manutenção dos resultados obtidos durante o tratamento. Nas redes sociais, Ardi aparece diferente das imagens que circularam em 2010 e afirma manter distância dos cigarros.
Regras sobre o tabaco
O caso também chamou atenção para o acesso infantil ao cigarro na Indonésia, onde produtos baratos e a venda avulsa eram comuns. Em 2024, o país elevou de 18 para 21 anos a idade mínima para comprar cigarros, proibiu a venda de unidades avulsas e restringiu a comercialização perto de escolas e parques infantis.
Dados do Ministério da Saúde indicaram que a faixa etária de 10 a 18 anos correspondia a 7,4% de cerca de 70 milhões de fumantes na Indonésia. O tabagismo entre os jovens continua preocupando as autoridades.



