São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Brasil

Adolescente fica com bolsa de colostomia após parto em maternidade do Rio

Mãe acusa Maternidade Leila Diniz de violência obstétrica; Secretaria de Saúde contesta indicação de cesariana e diz que parto ocorreu sem intercorrências imediatas.

Adolescente fica com bolsa de colostomia após parto em maternidade do Rio

Uma adolescente de 17 anos está internada após sofrer uma laceração grave durante o parto na Maternidade municipal Leila Diniz, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A família afirma que ela passou a usar uma bolsa de colostomia depois de complicações em uma cirurgia de reconstrução dos canais vaginal e intestinal.

A jovem ficou 22 horas em trabalho de parto e teve o bebê em 1º de setembro. Segundo a mãe, havia recomendação de cesariana porque a filha teve diabetes gestacional. Após o nascimento, a adolescente sofreu uma hemorragia e recebeu entre 78 e 80 pontos, conforme relato à família. A lesão foi descrita como uma laceração de nível 3.

A mãe acusa a maternidade de violência obstétrica. Em publicação nas redes sociais, questionou: “Como que uma menina entra numa maternidade para ganhar um filho e sai com uma bolsa de colostomia na barriga?”.

Retorno ao hospital

Depois da alta, as dores da adolescente aumentaram. A família voltou à maternidade no dia 8, mas, segundo a mãe, ouviu que a situação era normal e recebeu a indicação de um spray para a região pélvica. No dia 11, buscou atendimento em uma Clínica da Família e recebeu antibióticos, sem melhora.

Com o agravamento do quadro, a jovem retornou à Maternidade Leila Diniz no dia 18 e foi internada novamente. A mãe relata que havia muita secreção e afirma que a filha ainda não recebeu atendimento psicológico. Segundo ela, a adolescente chora e não conseguiu pegar o bebê no colo, niná-lo ou amamentá-lo.

A Secretaria municipal de Saúde informou que, conforme a maternidade, “não havia indicação de cesariana e que o parto normal ocorreu sem intercorrências imediatas”. A pasta também disse que, 17 dias depois do parto, a paciente voltou à unidade com sinais de uma complicação que pode ocorrer.

A maternidade afirmou lamentar o ocorrido e disse que a mãe foi acolhida pela coordenação médica, recebeu esclarecimentos sobre a complicação e o tratamento em andamento, além de informações sobre o acompanhamento após a alta.

A mãe declarou ter procurado uma delegacia no sábado, mas foi informada de que não poderia registrar o caso porque não haveria crime.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.