São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Roman chega ao espaço com combustível para até 22 anos de operação

Lançamento preciso do Falcon Heavy reduziu o consumo previsto e ampliou a autonomia científica do telescópio espacial.

Roman chega ao espaço com combustível para até 22 anos de operação

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado em 30 de agosto de 2026 com combustível suficiente para até 22 anos de operações científicas em potencial, o dobro do período inicialmente planejado. O observatório deverá chegar ao ponto L2 em meados de dezembro, onde também está o James Webb.

A missão principal do Roman é localizar e catalogar exoplanetas. O telescópio tem um campo de visão 100 vezes maior que o do Hubble e foi projetado para realizar manobras de correção e reposicionamento. Ao contrário do James Webb, ele poderá ser reabastecido no espaço, embora ainda não existam espaçonaves compatíveis para executar essa tarefa.

Economia de combustível

A quantidade de combustível carregada no lançamento permitiria ao Roman operar por entre 10 e 11 anos, já considerando o gasto necessário para sair da órbita terrestre e alcançar o L2. O consumo ficou abaixo do previsto após o lançamento e a primeira manobra de correção de curso.

Jamie Dunn, diretor do Centro Goddard, atribuiu o resultado ao planejamento da equipe de Dinâmica Orbital, à execução das Operações e à precisão do lançamento da SpaceX. O telescópio foi levado por um foguete Falcon Heavy.

O Roman custou US$ 4,3 bilhões, contra US$ 8,8 bilhões do James Webb no momento do lançamento. Antes de subir, o projeto enfrentou atrasos e o risco de não ser lançado em meio à discussão sobre cortes no orçamento da NASA. A redução poderia afetar o Centro de Voos Espaciais Goddard, responsável pelos observatórios.

O James Webb também teve sua autonomia ampliada. Lançado pelo Ariane 5 no Dia de Natal de 2021 com combustível planejado para 10 anos, o observatório passou a ter operação potencial de 20 anos após o consumo abaixo do esperado.

O Roman conta com um sistema para eventual reabastecimento remoto por uma sonda-tanque não tripulada. O observatório foi equipado com um refletor e pontos de referência externos para auxiliar sua detecção. Com a autonomia agora estimada em 22 anos, porém, a necessidade de uma operação desse tipo poderá ser reavaliada quando o combustível estiver próximo do fim.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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