Moscou e Pequim defenderam a desmilitarização do espaço nesta terça-feira (15/09), um dia depois de o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy E. Meink, afirmar que Washington posicionou armas na órbita da Terra.
A confirmação foi a primeira do Pentágono sobre esse tipo de armamento. O governo norte-americano, porém, não informou quais armas foram implantadas nem quando isso ocorreu.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o espaço não deve receber armamentos e afirmou que Moscou continuará defendendo essa posição. Peskov também pediu cooperação internacional em favor da desmilitarização total.
Reação da China
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que o país é contrário a uma “corrida armamentista no espaço sideral”. Ele pediu que os Estados Unidos parem de ampliar suas forças militares e se preparem para uma guerra no espaço.
As declarações ocorreram em resposta aos comentários de Meink durante uma convenção em Maryland. Em comunicado publicado no site da Força Aérea norte-americana, o secretário disse que os Estados Unidos estão elevando a prontidão diante de ameaças existentes e possuem armas de controle espacial em órbita para defender as Forças Conjuntas de ações hostis.
Nos últimos anos, a Força Aérea começou a desenvolver armas capazes de interromper ou desativar satélites inimigos e que causam poucos detritos, segundo Frank Kendall, ex-secretário da Força Aérea durante o governo Joe Biden, em entrevista concedida em 2024.
Kendall afirmou que o espaço pode ser usado para obter vantagem militar e que existe uma ameaça nessa área. Em 2023, o general Chance Saltzman disse a uma comissão do Senado que os novos sistemas de armas espaciais estariam totalmente operacionais até 2026.



