São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Onimusha retorna com combate refinado e narrativa dividida

Novo jogo da Capcom amplia a duração e moderniza a série, mas tropeça em missões repetitivas e numa história irregular.

Onimusha retorna com combate refinado e narrativa dividida

Onimusha: Way of the Sword marca o retorno da franquia de ação da Capcom com combates entre samurais. É o primeiro título original da série desde Dawn of Dreams, lançado no PS2 há 20 anos, e chega depois de Resident Evil Requiem e Pragmata em uma sequência de lançamentos da empresa em 2026.

A história reimagina a vida de Miyamoto Musashi (1583–1645), apresentado como o samurai mais celebrado da história. A trama também se inspira no romance de Eiji Yoshikawa e na Trilogia Samurai, dirigida por Hiroshi Inagaki e estrelada por Toshirō Mifune (1920–1997). A Capcom recriou o rosto jovem de Mifune para representar Musashi, após obter autorização da família do ator.

Uma nova versão de Musashi

O enredo acontece entre os eventos do desafio de Musashi à academia do clã Yoshioka. Na versão do jogo, Musashi e seu rival Sasaki Kojirō, chamado de Ganryu, são derrotados pelos Genma, inimigos recorrentes da franquia. Musashi desperta às margens do rio Sanju e recebe a Manopla Oni, artefato que o revive e lhe concede poderes para enfrentar demônios.

Ganryu também obtém uma manopla e acompanha Musashi como adversário ao longo da aventura. A escolha de usar a imagem de Mifune gerou controvérsia, embora tenha sido autorizada pelos responsáveis pelo espólio do ator.

A campanha principal dura por volta de 20 horas. O jogo é maior que os primeiros títulos da série e adota uma estrutura de pseudo-mundo aberto, com missões aleatórias, colecionáveis e tarefas baseadas no deslocamento entre pontos e no combate contra inimigos. O reaproveitamento de subchefes e o retorno de adversários em sequência também aparecem entre os elementos repetitivos.

Combate mantém a identidade

A mecânica central foi preservada e refinada. Ataques, defesas e aparadas dividem espaço com o Issen, golpe executado no último momento possível. Em vez de provocar uma morte súbita, a técnica causa grande quantidade de dano, como em Dawn of Dreams.

Os inimigos derrotados deixam almas, usadas para melhorar habilidades, liberar ataques e obter novas armas. O arsenal inclui desde um par de lâminas curtas até uma naginata de lâmina dupla. A curva de aprendizado exige domínio da defesa, mas o jogo oferece recursos para reagir com força maior do que em títulos do gênero Souls-like.

Com a evolução do personagem, subchefes que inicialmente oferecem mais resistência deixam de representar a mesma ameaça. O combate olho no olho, com espada contra espada, continua sendo o principal atrativo da experiência.

O visual usa a RE Engine, também empregada em títulos recentes de Resident Evil, Street Fighter 6, Monster Hunter Wilds e Pragmata. Iluminação, sombras, fragmentos e vegetação recebem atenção, inclusive nos consoles de mesa. A localização em português brasileiro inclui legendas e dublagem. César Emílio interpreta Musashi, enquanto Yuri Chesman dá voz a Ganryu/Kojirō.

A principal fragilidade está na narrativa. O jogo combina elementos tradicionais da franquia com convenções de animes e mangás shōnen, aproximando alguns momentos de obras como Dragon Ball e Os Cavaleiros do Zodíaco. Essa abordagem contrasta com a imagem mais reservada de Musashi e com a presença de Mifune no papel.

A história também se distancia do tom associado à Trilogia Samurai e a outras representações clássicas do personagem. O resultado é uma mistura entre a preservação do combate da série e a tentativa de atualizar sua narrativa para o público atual.

Onimusha: Way of the Sword mantém uma base de combate sólida e uma progressão considerada justa, mas sua campanha é prejudicada por missões paralelas repetitivas e por uma trama que poderia ter recebido mais atenção. A série conserva sua identidade no controle de Musashi, embora perca força quando se afasta desse núcleo para ampliar a estrutura da aventura.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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