A Rússia afirmou ter repelido, entre sábado (19/09) e este domingo (20/09), o maior ataque de drones já registrado contra Moscou. O prefeito da capital, Sergei Sobyanin, informou que mais de 1.600 aparelhos foram interceptados pelas defesas russas, incluindo 450 durante a aproximação da cidade.
Sobyanin relacionou a ofensiva às eleições parlamentares realizadas entre sexta-feira (18/09) e este domingo. A votação renova as 450 cadeiras da Duma Estatal, a Câmara baixa do Parlamento. Também ocorreram eleições regionais em diferentes partes do país. Para o prefeito, o ataque foi planejado para interferir no processo eleitoral, mas não atingiu esse objetivo.
As interceptações foram registradas em diversas áreas, entre elas Belgorod, Bryansk, Kursk, Ryazan, Tula, Kaluga, Vladimir, Nizhny Novgorod, Tambov, Voronezh, Lipetsk, Smolensk, Oryol, Rostov, Volgogrado, Saratov, Samara, Krasnodar e Moscou. Também houve registros na Crimeia e no Mar Negro.
Mesmo com a ação das defesas, drones atingiram a Refinaria de Moscou e áreas residenciais. O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, disse que 249 aparelhos foram derrubados ou neutralizados entre 3h e 5h deste domingo, em 17 distritos. No mesmo intervalo, Sobyanin informou que 152 drones foram abatidos na capital.
Ao menos duas pessoas morreram. Em Sofyino, um aparelho atingiu um prédio residencial de três andares, matou uma mulher de 44 anos e feriu outras cinco pessoas, incluindo duas crianças. Em Orekhovo-Zuyevo, um idoso morreu em uma residência atingida por incêndio.
Em Ramenki, a queda de um drone incendiou a cobertura de um edifício residencial de 21 andares. Cerca de 400 pessoas deixaram o prédio, entre elas 70 crianças. Casas e 20 veículos foram danificados. Também foram registrados incêndios e danos em áreas como Leninsky, Kotelniki, Kolomna, Yegoryevsk, Lyubertsy, Lytkarino, Istra e Voskresensk.




