São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tribunais chineses poderão responsabilizar plataformas por abusos de IA

Novas diretrizes judiciais abrangem réplicas digitais sem consentimento, discriminação de preços e informações falsas geradas por sistemas de IA.

Tribunais chineses poderão responsabilizar plataformas por abusos de IA

Provedores de serviços de inteligência artificial poderão responder legalmente se não agirem rapidamente após serem avisados de que seus sistemas produziram conteúdos que violam direitos de terceiros. A previsão faz parte de novas diretrizes judiciais anunciadas pelo Supremo Tribunal chinês nesta segunda-feira (7).

As normas também criam caminhos legais para pessoas cujo rosto tenha sido alterado digitalmente e usado na divulgação de acusações sexuais falsas e difamatórias. O conjunto de regras estabelece critérios para processos relacionados ao uso da inteligência artificial.

Entre os casos previstos estão a criação ou distribuição, sem consentimento, de réplicas digitais reconhecíveis de outras pessoas. A restrição inclui rostos e vozes clonados, abrangendo conteúdos conhecidos como deepfakes.

As diretrizes ainda tratam de disputas envolvendo discriminação de preços por algoritmos e informações falsas geradas por inteligência artificial. Nos últimos anos, ferramentas capazes de reproduzir de modo convincente a aparência e a voz de pessoas reais passaram a ser usadas com facilidade pelos usuários.

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu reforçar a consciência sobre os riscos e garantir que a inteligência artificial seja segura e controlável. A vice-presidente do Tribunal, Tao Kaiyuan, afirmou que as regras procuram “equilibrar o desenvolvimento e a segurança”.

A medida foi apresentada no contexto da competição de Pequim com os Estados Unidos em um setor considerado crucial para o país.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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