O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém um protocolo para recolher, armazenar, emprestar e descartar urnas eletrônicas. Entre 2009 e 2018, a Corte eliminou mais de 6.000 toneladas de equipamentos e devolveu R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Após o fim da votação, mais de 563.910 mil urnas usadas no país são levadas para cerca de 1,1 mil locais administrados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A estrutura inclui galpões estaduais e cartórios. Em Brasília, o TSE mantém uma reserva técnica de 15 mil equipamentos para substituições emergenciais em caso de danos nos estados.
Armazenamento e empréstimos
As urnas permanecem sob cuidados regulares, incluindo recargas periódicas para preservar a vida útil dos aparelhos. O acesso aos locais de estocagem é restrito.
O TSE também pode emprestar os equipamentos para eleições de conselhos tutelares, entidades de classe, associações e hospitais. A cessão fica proibida nos 120 dias anteriores e nos 30 dias posteriores às eleições gerais ou municipais. Nesses casos, a Justiça Eleitoral prepara as urnas e oferece treinamento aos mesários das entidades.
A resolução permite ainda o empréstimo a outros países. O Brasil já cedeu urnas para as eleições do Paraguai em 2006.
Destruição e reciclagem
Urnas com vida útil estimada em dez anos passam por destruição e reciclagem controladas. Primeiro, o caminhão que transporta o lote é pesado e lacrado sob fiscalização direta do TSE.
Depois, os equipamentos são desmontados, e os materiais são separados em categorias como metais, borrachas e placas leves e pesadas. As peças exclusivas das urnas passam por moagem completa, medida destinada a impedir o reaproveitamento ilegal.
Ao menos 95% do material deve ser encaminhado para reciclagem. O processo termina com a elaboração de um relatório técnico.


