São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Terceira via fica pressionada pelo voto útil na disputa presidencial

Pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro à frente, enquanto candidatos de fora da polarização não superam 4% das intenções de voto.

Terceira via fica pressionada pelo voto útil na disputa presidencial

A terceira via chega à reta final da eleição presidencial sem romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Candidatos como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) também enfrentam pressão de aliados de Flávio Bolsonaro pelo voto útil.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 28, mostra Lula com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada, Renan Santos tem 3% e Romeu Zema, 1%.

O cenário se aproxima do observado em 2022 na mesma fase da disputa. Na ocasião, a pesquisa Quaest apontava vantagem de 27 pontos porcentuais do segundo colocado sobre o terceiro.

Para Leandro Consentino, professor do Insper e cientista político, a decisão de voto nos líderes já está mais consolidada. A quantidade de candidaturas ligadas à direita também teria contribuído para pulverizar os votos. Ele avalia que os candidatos não conseguiram apresentar uma alternativa clara ao bolsonarismo.

Vinicius Lima, também cientista político, afirma que Jair Bolsonaro continua forte no eleitorado. Na avaliação dele, a candidatura de Flávio, apresentada como representação do pai, dificulta o surgimento de outras alternativas competitivas à direita.

Pressão do voto útil

O voto útil pode ganhar força pela dinâmica de oposição entre os principais grupos da eleição. A percepção de que um candidato representa o pior cenário pode levar eleitores a se concentrarem em outro nome com maior capacidade de enfrentá-lo.

Consentino afirma que o eleitorado está orientado principalmente por Lula, à esquerda, e pelo bolsonarismo, à direita. As equipes de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema foram procuradas, mas não se manifestaram.

Efeito sobre 2030

A eleição de 2026 também pode influenciar o espaço de lideranças na política brasileira em 2030. Tarcísio de Freitas e Renan Santos são citados como nomes para a próxima disputa. Eduardo Paes e João Campos também aparecem entre as possibilidades mencionadas no cenário político.

Para Consentino, 2026 pode marcar uma transição. Lula não deverá estar novamente na cédula em 2030, enquanto uma eventual derrota de Flávio Bolsonaro poderia encerrar um ciclo importante do bolsonarismo e reduzir seu monopólio na direita.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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