São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tarcísio diz que crise no STF já pesa nas projeções do mercado

Governador afirma que a Corte precisa investigar suspeitas com transparência e prestar contas à sociedade.

Tarcísio diz que crise no STF já pesa nas projeções do mercado

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o mercado financeiro já inclui nas projeções um “risco Supremo”, comparado por ele ao risco fiscal. Para o governador, a crise na Corte produz insegurança jurídica e o tribunal deve garantir previsibilidade.

Durante visita às obras do Hospital Regional de Itapetininga, no interior paulista, Tarcísio defendeu que os ministros se unam para investigar suspeitas e apresentar respostas à sociedade. Ele atribuiu a crise a posicionamentos políticos dos próprios integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todo mundo tem que prestar contas”, declarou o governador ao questionar por que magistrados não poderiam ser investigados ou não teriam de responder por seus atos. Na avaliação dele, os ministros deixaram de agir como juízes e precisam resolver a situação.

Casos discutidos pela Corte

Na terça-feira, 15, o STF debateu a abertura de uma investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A discussão ocorreu junto com a análise de suspeitas de irregularidades envolvendo o ministro André Mendonça.

O ministro Flávio Dino pediu vista quando o placar estava em 4 a 3 pela avaliação separada dos casos. Nesta quinta-feira, 17, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou da pauta a sessão sobre a atuação de Mendonça, prevista para o próximo dia 23.

Tarcísio disse que o Judiciário brasileiro “está sangrando” e classificou a crise como sem precedentes. Também chamou a manifestação da ministra Cármen Lúcia de síntese da sessão de terça-feira e pediu sabedoria a Fachin na condução do tribunal.

Ao comentar a divisão interna, o governador afirmou que há dois grupos buscando autoproteção. Para ele, os ministros precisam conduzir as investigações com transparência, prestar contas e evitar que a Corte seja associada a um cenário de insegurança jurídica.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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