São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Política

Tarcísio defende transparência em investigação sobre Flávio Bolsonaro

Governador disse que ninguém está acima da lei, mas afirmou não acreditar no envolvimento do senador em esquemas.

Tarcísio defende transparência em investigação sobre Flávio Bolsonaro

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu transparência nas investigações sobre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O caso envolve suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse.

Em coletiva após uma caminhada com apoiadores na Praça João Mendes, em São José dos Campos, no interior paulista, Tarcísio afirmou que a apuração deve alcançar todos os envolvidos. “Tudo tem de ser passado a limpo. Eu defendo transparência absoluta”, declarou.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os recursos teriam sido fornecidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Tarcísio citou Flávio Bolsonaro, Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o empresário conhecido como “Careca do INSS” ao dizer que a cobrança por esclarecimentos deve valer para todos. Questionado sobre a possibilidade de envolvimento do senador em esquemas, respondeu: “Não acredito que ele esteja. Vamos esperar as investigações”.

O governador também criticou o que chamou de “corporativismo” no Supremo e defendeu a divulgação do conteúdo das apurações. Segundo ele, a recuperação da credibilidade das instituições depende de investigação e responsabilização.

O caso Master foi classificado por Tarcísio como um “grande escândalo nacional”. Ele também falou em “exaustão ética” e descrença na política, além de defender que o conteúdo dos inquéritos e o resultado do trabalho policial sejam tornados públicos.

Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para custear Dark Horse, e, segundo a Polícia Federal, mais de R$ 60 milhões foram pagos.

Há duas investigações distintas no Supremo. Uma, sob relatoria do ministro Flávio Dino, trata do uso de emendas parlamentares no custeio do filme. A outra acompanha os desdobramentos do caso Master e está sob responsabilidade de Mendonça; é nessa frente que está a apuração sobre Flávio.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.