São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF mantém maioria por afastamento de chefes da PF, mas Gilmar pede vista

Pedido de vista suspendeu o julgamento, enquanto a decisão de André Mendonça continua válida até a retomada da sessão.

STF mantém maioria por afastamento de chefes da PF, mas Gilmar pede vista

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. O ministro Gilmar Mendes pediu vista nesta terça-feira (8) e suspendeu o julgamento virtual.

Com a interrupção, continua em vigor a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento preventivo dos dois integrantes da Polícia Federal. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator. Como a Segunda Turma tem cinco membros, a maioria para consolidar a medida já foi formada.

A decisão de Mendonça também suspendeu a produção de relatórios de inteligência sobre a atuação de magistrados e defensores públicos. O ministro afirmou que vinha sendo monitorado havia mais de um mês, assim como o Advogado-Geral da União, Jorge Messias.

O afastamento de Andrei Rodrigues ocorre em meio a uma crise envolvendo o diretor-geral da PF. No dia 3 de setembro, o Partido Novo pediu a prisão preventiva de Andrei, sob a alegação de que ele poderia estar envolvido em uma suposta rede de influência criminosa liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Mendonça classificou como “surreal” e “abjeta” a acusação de que ele e Messias não teriam atendido a solicitações da PF por terem uma “matriz religiosa comum” e recebido apoio de igrejas evangélicas durante suas candidaturas.

Segundo o ministro, os relatórios reuniam decisões jurisdicionais do STF, análises técnicas da AGU e o trabalho investigativo de outros delegados da PF. Os documentos, afirmou, não tinham timbre, brasão, assinatura ou numeração e não possuíam valor probatório.

Os materiais também continham detalhes de investigações ainda em andamento sobre Antonio Rueda e ACM Neto. Para Mendonça, o vazamento das informações prejudicou a eficácia dessas apurações. Ele afirmou que a produção, a divulgação e a ciência prévia de Alexandre de Moraes sobre os relatórios “revelam fatos de extrema gravidade” e citou a obra “1984”, de George Orwell.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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