São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Republicanos ampliam pressão por desfecho da guerra com o Irã antes do pleito

Parlamentares e candidatos do partido associam a permanência do conflito à alta dos combustíveis e ao desgaste eleitoral de Trump.

Republicanos ampliam pressão por desfecho da guerra com o Irã antes do pleito

Parlamentares e candidatos republicanos passaram a defender o encerramento da guerra contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. A pressão ocorre em meio à alta dos combustíveis e à rejeição de parte do eleitorado à continuidade das operações militares.

Um levantamento divulgado pela ABC News identificou ao menos 17 republicanos favoráveis ao fim do conflito. O grupo reúne congressistas que buscam a reeleição e candidatos ao Senado e a governos estaduais. As manifestações ocorreram em declarações públicas, campanhas e votações destinadas a limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump.

Mudança entre parlamentares

Em 15 de setembro, os deputados Zach Nunn e Mariannette Miller-Meeks, representantes de Iowa, apoiaram uma resolução para restringir a capacidade de Trump de manter as operações militares sem autorização do Congresso. Os dois haviam votado contra medidas semelhantes anteriormente.

Nunn disse que a continuidade dos combates exigia uma decisão formal do Legislativo. Miller-Meeks defendeu que o presidente apresentasse um plano para encerrar o conflito e afirmou que os norte-americanos não queriam outra guerra sem fim. A deputada também relacionou a permanência das tropas ao aumento dos gastos com combustíveis em Iowa.

A maioria dos republicanos na Câmara dos Representantes, porém, rejeitou a resolução. O deputado Tom Barrett, do Michigan, relatou ter ouvido questionamentos crescentes no partido sobre a expansão das operações sem autorização do Congresso.

Pressão nas campanhas

Entre os candidatos, Mike Rogers, que disputa uma vaga no Senado por Michigan, passou a defender o fim rápido do conflito. Em Iowa, Ashley Hinson também se manifestou pela conclusão da guerra. Em Wisconsin, Tom Tiffany, candidato republicano ao governo estadual, disse que era hora de encerrar a participação norte-americana.

No Senado, John Husted, de Ohio, defendeu uma conclusão rápida para reduzir os preços da gasolina, embora tenha votado contra a resolução que restringia os poderes de guerra de Trump.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, aliado de Trump, reconheceu que seria útil resolver a questão antes da votação de 3 de novembro. Trump, por sua vez, afirmou em setembro que a guerra terminaria muito pouco tempo depois da eleição.

Combustíveis e aprovação

A alta da energia tornou-se um dos principais fatores da pressão republicana. O diesel subiu quase 60% desde o início do conflito, no fim de fevereiro, segundo a ABC News. O aumento afeta o setor agrícola, o transporte de mercadorias e os preços de outros produtos.

Pesquisa Reuters/Ipsos apontou aprovação de 34% para os ataques contra o Irã e aprovação geral de 32% para Trump. Os democratas tinham vantagem de oito pontos percentuais sobre os republicanos na preferência dos eleitores registrados: 43% a 35%.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que seu partido havia aprovado três resoluções sobre poderes de guerra para encerrar as operações no Irã.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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