São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Relator rejeita investigação contra Gonet e mantém procurador no caso Master

Francisco Sanseverino afirmou não haver elementos mínimos para designar subprocurador-geral e investigar a conduta do chefe do MPF.

Relator rejeita investigação contra Gonet e mantém procurador no caso Master

O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino votou nesta sexta-feira (24) contra a abertura de uma investigação sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na condução das apurações envolvendo o Banco Master. Ele também defendeu que Gonet permaneça à frente do caso.

Relator do procedimento aberto no início de setembro pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal, Sanseverino afirmou que não foram encontradas mensagens diretas entre Gonet e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também não haveria contato do procurador-geral na lista telefônica de Vorcaro.

Para o relator, esses elementos enfraquecem a hipótese de uma “amizade íntima” entre Gonet e o dono do Master. Sanseverino ainda disse que mensagens e frases não devem ser analisadas de forma isolada ou fora de contexto.

“É necessário existir elementos mínimos de materialidade de autoria dos fatos”, afirmou ao votar contra a designação de um subprocurador-geral para analisar a documentação e investigar possível crime comum atribuído a Gonet.

Conselho ainda votará

Sanseverino foi o primeiro a votar. Os demais conselheiros deverão se manifestar na ordem do mais recente ao mais antigo. O colegiado decidirá se designará um subprocurador-geral para investigar o caso.

Gonet não participou da sessão, realizada na sede do órgão em Brasília, e já negou irregularidades. Como é o presidente do Conselho Superior do MPF e é alvo da análise, a reunião foi presidida pelo vice-presidente do órgão, Nicolao Dino.

O procedimento foi aberto após um pedido de deputados federais do Novo. No documento, os parlamentares afirmaram não apontar conduta ilícita de Gonet, mas defenderam seu afastamento porque parte da apuração envolve interlocuções sobre o procurador-geral.

Gonet foi citado em um relatório da Polícia Federal elaborado a pedido do então relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça. O documento reúne mensagens encaminhadas pelo advogado Ciro Soares a Vorcaro que supostamente seriam de Gonet.

A investigação também apontou que o filho do procurador-geral teria pedido a Vorcaro convite para um evento em Londres, com as despesas pagas. Segundo as mensagens analisadas, o ex-banqueiro também teria pedido ao ministro Alexandre de Moraes que acionasse Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra o banco.

Em manifestação da Procuradoria-Geral da República, Gonet pediu a anulação do relatório e afirmou que Mendonça teria usado a polícia para impor a investigação. Em sessão do STF sobre o pedido, negou amizade ou proximidade com Vorcaro e disse ter falado apenas uma vez com o ex-banqueiro. Depois, veio a público uma foto dos dois bebendo uísque e fumando charutos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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