O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, apresentou um plano de governo de 51 páginas com propostas para Previdência, saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura. O documento também prevê substituir o Bolsa Família por Frentes Cidadãs, com trabalho remunerado em benefício da comunidade.
Na área fiscal, o programa propõe um ajuste por meio da desvinculação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo. Os reajustes ficariam limitados à inflação, sem ganho real. A lista inclui ainda revisão do abono salarial, redução de renúncias fiscais, fim dos supersalários e reforma da Previdência. Segundo os cálculos apresentados por Santos, as medidas poderiam alcançar R$ 1,1 trilhão até 2031.
O plano também prevê retirar os pisos mínimos da saúde e da educação da vinculação à receita corrente líquida, abrindo espaço para cortes nessas áreas. Para a educação, Santos defende o sistema fônico de alfabetização, a ampliação das escolas cívico-militares, o fim das cotas e da autonomia universitária, substituída por um alinhamento estratégico com o governo federal.
Na saúde, a proposta estabelece novos critérios para a fila do SUS, com prioridade para os casos mais graves, e combina telemedicina com diagnósticos por inteligência artificial. Na cultura, prevê fundir os ministérios da Cultura e da Educação, direcionar recursos da cultura para a segurança e revisar a Lei Rouanet.
Segurança e infraestrutura
A infraestrutura teria investimentos dobrados até alcançar 4% do PIB. A malha ferroviária passaria de 30 mil para 40 mil quilômetros. Na segurança, o candidato propõe declarar guerra ao crime por meio de decretos de Estado de Defesa e aplicar o Direito Penal do Inimigo a integrantes de organizações criminosas.
O programa prevê uma Comissão Federal de Gestão Pública para avaliar prefeituras e estabelecer critérios para eventual tutela federal de municípios considerados ineficientes. Também inclui acordos sobre terras raras com os Estados Unidos e a União Europeia, além de rejeitar o alinhamento ideológico automático com os EUA.
Para as favelas, a proposta é promover a desfavelização do país em dez anos, convertendo essas áreas em bairros formais. O plano prevê hipotecas de R$ 200 a R$ 500 para beneficiários, demolição de construções não legalizadas em até 48 horas e criminalização de organizadores de ocupações consideradas irregulares.




