São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF investiga possível uso de recursos públicos em filme sobre Bolsonaro

Polícia Federal aponta ao STF repasses de ao menos R$ 750 mil à produtora de “Dark Horse”, mas diz que a origem direta ainda não foi comprovada.

PF investiga possível uso de recursos públicos em filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal investiga se ao menos R$ 750 mil em recursos públicos foram desviados para a produtora responsável por “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. As suspeitas foram apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino para embasar a operação deflagrada nesta quinta-feira, 10, contra o deputado federal Mario Frias e outros alvos.

O foco da apuração são repasses de emendas parlamentares e de outros recursos públicos a empresas ligadas à Go Up Entertainment, produtora pertencente a Karina Ferreira da Gama. A defesa dela não respondeu aos contatos e mantém espaço aberto para manifestação.

Caminho dos recursos

Segundo a PF, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) é a principal entidade captadora da rede investigada. O instituto firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo e recebeu R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias. Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o ICB movimentou R$ 83 milhões.

Parte do dinheiro foi repassada a pessoas ligadas ao deputado, em operações que a polícia interpreta como possível devolução de recursos públicos sob investigação. O ICB também fez pagamentos a duas editoras relacionadas a uma terceira empresa que transferiu valores para a Go Up Entertainment.

A PF identificou um repasse de R$ 750.000,00 da NTT Brasil, de Heric Dias, para a produtora. O valor é próximo dos R$ 700.000,00 recebidos pela Dinâmica Editora e pelo Instituto Super Poder Educacional, do mesmo grupo empresarial, a partir do ICB. Os recursos estavam vinculados ao Termo de Fomento n.º 971232, cuja execução só teria sido tentada em 2026.

A polícia afirma que ainda não comprovou a origem direta entre os recursos públicos recebidos pelo ICB e os repasses indiretos à produtora. Para a investigação, porém, a proximidade temporal dá relevância às movimentações financeiras. A PF também levantou suspeitas sobre pagamentos feitos por Mario Frias à Go Up Entertainment, por considerar elevados os valores e afirmar que o deputado não tinha lastro para realizá-los.

Movimentações da produtora

De 10 de novembro a 30 de dezembro de 2025, a Go Up Entertainment movimentou R$ 19.033.071,00. Entre os remetentes estavam a NTT Brasil, com R$ 750 mil, e o próprio Mario Frias, com R$ 645,4 mil. As filmagens da cinebiografia ocorreram entre outubro e dezembro de 2025.

Inicialmente, Flávio Bolsonaro declarou que o filme havia sido financiado exclusivamente com recursos privados. No mesmo período, ele admitiu ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para bancar o projeto. O pedido é investigado em outro inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, no caso Master.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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