São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF diz que Daniel Vorcaro planejou deixar o país antes da prisão

Documento liberado pelo STF afirma que o ex-banqueiro tinha informações antecipadas sobre a Operação Compliance Zero.

PF diz que Daniel Vorcaro planejou deixar o país antes da prisão

Um documento da Polícia Federal afirma que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sabia da Operação Compliance Zero antes da deflagração e planejou deixar o Brasil um dia antes de ser preso. O sigilo do documento foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, após pedido de Edson Fachin relacionado ao Caso Master.

Vorcaro foi detido no dia 17 de novembro de 2025, quando tentava embarcar para a Europa em um avião particular no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Para a PF, a viagem não poderia ser considerada “mera coincidência”. A operação Compliance Zero foi deflagrada no dia 18 de novembro.

O documento também registra uma reunião virtual entre Vorcaro e servidores do Banco Central. Segundo a PF, o encontro foi forçado e envolveu funcionários que lhe seriam subordinados em razão do pagamento de vantagens indevidas. Depois da prisão, Vorcaro e outros quatro executivos do banco foram soltos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tendo a reunião com o Banco Central sido usada como argumento.

Cronologia apontada pela PF

Em 21 de outubro de 2025, Vorcaro anotou no celular os nomes de representantes da Polícia Federal que participaram de uma reunião reservada com o Banco Central. Para a PF, o registro indica acesso antecipado a informações secretas.

No dia 16 de novembro, Vorcaro fez outra anotação, com uma pergunta sobre a possível proximidade de uma pessoa com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável por autorizar medidas contra ele.

Na manhã do dia 17 de novembro, às 07h28min, recebeu mensagens urgentes do advogado Walfrido Warde e agendou um voo saindo de Congonhas. Depois das 7h41min, falou com o jornalista Diego Escosteguy sobre uma reportagem. Às 11h, recebeu o link do conteúdo, que mencionava a existência de um inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília. O material também foi enviado ao advogado.

Ainda naquela manhã, Warde protocolou na Justiça um pedido de acesso à investigação, citando a reportagem. O documento afirma que Vorcaro também teria divulgado a informação de que o Grupo Fictor tinha interesse na aquisição do Banco Master.

Vorcaro manteve contato com os servidores do Banco Central Paulo Sérgio e Belline, que indicaram uma conversa com o diretor do BC, Ailton Aquino. A reunião ocorreu à tarde. Depois, começou a circular uma reportagem sobre a venda do Banco Master ao Fictor. À noite, Vorcaro foi preso em Guarulhos.

Na quarta-feira (9), Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news, marcou para 15 de setembro uma sessão plenária sobre relatório da PF a respeito da relação entre Alexandre de Moraes e Vorcaro e suspendeu decisão de Mendonça que afastava Andrei Rodrigues e Leandro Almada de seus cargos na PF.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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