São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF agenda oitivas sobre Banco Master com Galípolo, Campos Neto e Esteves

Presidente e ex-presidente do BC, dono do BTG e diretor de Fiscalização serão ouvidos como testemunhas na próxima semana.

PF agenda oitivas sobre Banco Master com Galípolo, Campos Neto e Esteves

A Polícia Federal marcou para a próxima semana os depoimentos de Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto e André Esteves no inquérito que apura a fiscalização do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os três foram convocados como testemunhas.

Esteves, dono do BTG Pactual, deve depor na segunda-feira (5). Galípolo, presidente do Banco Central, será ouvido na terça (6), enquanto Campos Neto, seu antecessor, prestará depoimento na quarta (7). As defesas ainda podem solicitar o adiamento das oitivas.

Ailton de Aquino, atual diretor de Fiscalização do BC, também foi chamado pela PF e deve falar na quinta. A assessoria de Campos Neto informou que ele não vai se manifestar. O BTG Pactual ainda não havia se pronunciado. Galípolo disse, na semana passada, que estava à disposição das instituições para relatar como o processo ocorreu.

Investigação sobre o Banco Master

Os depoimentos fazem parte da apuração sobre Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. De acordo com o inquérito, os dois teriam atuado no BC em favor dos interesses de Vorcaro e repassado informações sobre a fiscalização do banco. As defesas negam favorecimento.

Em depoimento, Paulo Sérgio Neves afirmou que o BTG identificou uma fraude de R$ 32 bilhões no Master após concluir uma due diligence em novembro de 2024. Segundo o relato, houve comunicação por telefone em 29 de novembro, seguida de uma apresentação do BTG em 3 de dezembro de 2024, com a presença de Campos Neto. O banco não teria entregue documentos nessa reunião.

Ailton de Aquino também relatou que o BTG pediu ao BC, em outubro de 2025, uma carta de conforto para comprar ativos do Master. A solicitação teria seguido modelo usado pela J&F na aquisição da Korv Seguradora.

O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro de 2025. Aquino afirmou ainda que os ex-servidores participaram de reuniões sobre o caso antes de se tornarem suspeitos e que houve vazamentos de informações durante a decisão sobre o futuro do banco.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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