A Globo cancelou o debate presidencial previsto para a noite desta quinta-feira (1º), último encontro antes do primeiro turno. A emissora afirmou que decisões judiciais tomadas poucas horas antes alteraram regras centrais do evento e impediram a manutenção do formato planejado.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, derrubou, após pedido da coligação de Lula (PT), a regra que previa manter no cenário o púlpito identificado de um candidato ausente. O dispositivo também permitia que os participantes fizessem perguntas destinadas a ele. Com a decisão, a Globo não poderia exibir o púlpito com o nome de Lula nem reservar perguntas ao presidente.
Outra determinação foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do Solidariedade. Ele ordenou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate. O partido tem um parlamentar no Congresso, enquanto a regra inicialmente aplicada pela emissora exigia pelo menos cinco parlamentares para a participação obrigatória.
O evento já havia sido alterado na terça-feira (29), quando Kassio Nunes Marques decidiu que Romeu Zema (Novo) também deveria participar. Na configuração inicial, a Globo havia convidado Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT), com base na representação parlamentar.
Ao comunicar o cancelamento, a emissora classificou as decisões de última hora como interferência indevida na liberdade das empresas jornalísticas para organizar debates eleitorais. A Globo disse que pretendia promover a comparação de propostas, mas avaliou que as mudanças sucessivas inviabilizaram o programa nos termos previstos.




