São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Quase metade dos eleitores evita falar sobre voto em casa, aponta pesquisa

Levantamento da Hibou mostra diferenças entre homens e mulheres sobre machismo, voto e participação feminina na política.

Quase metade dos eleitores evita falar sobre voto em casa, aponta pesquisa

Quase metade dos eleitores brasileiros evita falar sobre sua escolha nas eleições dentro de casa para não provocar conflitos, segundo pesquisa realizada entre 1° e 4 de setembro com cerca de 1.449 pessoas. O levantamento da Hibou Pesquisas e Insights aponta que 47% adotam esse comportamento.

A pesquisa também identificou diferenças entre homens e mulheres na avaliação de declarações machistas feitas por candidatos. Entre as eleitoras, 80% afirmam levar esse tipo de fala em consideração. Entre os homens, o percentual é de 23%. Outros 14% dizem considerar falas ou posicionamentos machistas às vezes.

Divergências entre casais

Para 73% dos entrevistados, casais não precisam votar no mesmo candidato. Ainda assim, 16% dos homens entendem que a decisão deve ser conjunta. Quando há discordância, 22% dos homens consideram aceitável tentar convencer insistentemente a parceira a mudar de escolha — percentual mais que duas vezes superior ao registrado entre as mulheres.

O levantamento mostra ainda que 67% dos brasileiros já ouviram que “mulher não sabe votar”.

Percepção sobre mulheres na política

Entre as mulheres, 70% dizem que uma pessoa com opinião política forte é chamada com frequência de “histérica”, “emocional” ou “desequilibrada” quando comparada a um homem na mesma situação. Essa percepção é reconhecida por 28% dos homens.

Nas redes sociais, 62% das mulheres afirmam já ter visto publicações defendendo que mulheres não deveriam votar ou seriam facilmente manipuláveis. Entre os homens, o índice é de 33%. Apenas 47% da população diz saber que existe uma tentativa de deslegitimar e desestimular o voto feminino nas redes.

Para Ligia Mello, coordenadora de pesquisa da Hibou Pesquisas e Insights, o resultado está relacionado a crenças normalizadas e à propagação da misoginia. “É a misoginia do voto”, afirmou, ao mencionar movimentos contra o voto feminino nas redes sociais encabeçados por influenciadores “Red Pill”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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