São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Pesquisa mostra vantagem de Lula no primeiro turno, enquanto Flávio reage ao debate cancelado

Datafolha aponta Lula com 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 40%; campanhas disputam indecisos e voto útil na reta final.

Pesquisa mostra vantagem de Lula no primeiro turno, enquanto Flávio reage ao debate cancelado

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) colocou Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, com 45% das intenções de voto válidas contra 40%. No segundo turno, considerando os votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para o senador fluminense.

A diferença no primeiro turno ocorre enquanto a campanha de Lula concentra esforços nos eleitores indecisos. Eles representam 2% no levantamento estimulado, mas chegam a 13% no espontâneo. Interlocutores do petista afirmam que a disputa por esse grupo é intensa e também demonstram preocupação com a abstenção e com a possibilidade de segundo turno.

Estratégias na reta final

José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, afirma que as mobilizações indicam crescimento do candidato. “Neste momento está tendo um processo de decisão de quem estava indeciso”, disse. Segundo ele, a campanha foi marcada por pouco debate sobre os problemas do país e pelo protagonismo de escândalos.

Aliados de Lula divergem sobre os resultados da estratégia adotada nos últimos dias. Parte avalia que as mobilizações de rua e a propaganda do PT, com ataques a Flávio e associação do adversário à milícia, tiveram efeito. Outra ala considera que a comunicação continua falha e que a ofensiva não conseguiu engajar o eleitorado.

A campanha também calcula os efeitos de medidas e temas recentes. Petistas dizem que Lula pode ter atraído eleitores ao proibir as bets, mas avaliam que ele pode perder apoio entre evangélicos e conservadores após Flávio associar uma declaração do presidente sobre “toque” em mulheres a abuso sexual.

A previsão de chuvas no Sudeste no domingo (4) aumentou o receio com a abstenção, assim como a nova escalada da crise no STF. Para um eventual segundo turno, aliados de Lula acompanham a possibilidade de Flávio receber apoios de Cleitinho (Republicanos), favorito ao Governo de Minas Gerais, e o avanço de Douglas Ruas (PL) no Rio.

Disputa pelo voto à direita

Flávio transformou o cancelamento do debate da TV Globo em argumento para tentar retirar votos de Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). A meta é vencer no primeiro turno ou superar Lula nessa etapa.

O candidato do PL havia anunciado que não participaria do programa após decisão de Ana Estela Aranha, ministra do TSE, que determinou que a emissora não exibisse o púlpito vazio de Lula. Depois, Gilmar Mendes, ministro do STF, determinou a participação de Renan Santos, decisão à qual Flávio também se opôs. Lula já havia decidido não comparecer e, no mesmo horário, participou de entrevista no podcast Flow.

Em uma live, Flávio afirmou que não iria compactuar com censura e pediu que o eleitor antecipasse o apoio. “Me dê seu voto de revolta. Me dê seu voto inteligente já no primeiro turno”, disse.

Aliados do senador interpretaram as decisões dos ministros como sinal de parcialidade. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, afirmou que “a democracia está em risco, o sistema está com medo”. Políticos do centrão avaliam que o cenário continua aberto, mas veem tendência de Lula terminar à frente no primeiro turno.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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