São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Núcleo de Lula muda com campanha e investigações da Polícia Federal

Edinho Silva, Haddad, Sidônio Palmeira e Paulo Okamotto ganham espaço, enquanto Wagner, Gleisi e outros aliados se afastam.

Núcleo de Lula muda com campanha e investigações da Polícia Federal
Foto: Edilson Dantas/9-10-2018/Agência O Globo

A campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva reorganizou o grupo mais próximo do presidente, em meio a investigações da Polícia Federal que atingiram aliados. O novo núcleo é formado por Edinho Silva, presidente do PT e coordenador do comitê de reeleição; Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo; Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social; e Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo.

Também se reaproximaram o tesoureiro José de Filippi Júnior e Gilberto Carvalho, responsável pela agenda presidencial. Na área econômica, Dario Durigan, Bruno Moretti e Aloizio Mercadante aparecem como principais referências. Durigan é ministro da Fazenda, Moretti ocupa o Planejamento e Mercadante preside o BNDES.

Okamotto coordena a logística e a mobilização da campanha, em eventos e nas redes. Ele mantém reuniões semanais com Lula e afirmou que o desafio é dialogar com trabalhadores autônomos e pessoas sem perspectiva de crescimento. Edinho conversa com o presidente sobre o cenário político. Em uma reunião na quarta-feira, os dois trataram da crise no Supremo Tribunal Federal.

Sidônio participa da formulação das mensagens da campanha e mantém influência por meio do marqueteiro Raul Rabelo. A aproximação com o eleitorado evangélico está entre os desafios da estratégia. Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro tem 39% das intenções de voto nesse segmento, contra 26% de Lula.

A articulação com líderes religiosos é conduzida por Gilberto Carvalho e Janja, que também participa do comitê e do programa eleitoral, com foco no voto feminino.

Na economia, Durigan passou a ser interlocutor de Lula com o empresariado e tem discutido com representantes do mercado financeiro a necessidade de ajuste nas contas em um eventual quarto mandato. Moretti é um dos formuladores da política fiscal e de ações usadas pelo governo na campanha.

O presidente se afastou de aliados atingidos pela Polícia Federal. Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado após ser alvo de busca e apreensão no inquérito sobre fraudes no Banco Master. Ele se dedica à própria campanha à reeleição.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete e assessor de Lula, deixou a campanha após mensagens mostrarem repasses da lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo.

Gleisi Hoffmann abriu mão do primeiro escalão para disputar uma vaga ao Senado no Paraná. Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, também deixou o Planalto para buscar uma vaga no Senado pela Bahia.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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