O Nigeria Security and Civil Defence Corps (NSCDC) informou ter localizado quatro corpos após um incidente envolvendo um oleoduto na região do Delta do Níger, na Nigéria. O órgão afirmou que as investigações continuam e que o número de vítimas divulgado inicialmente não foi confirmado.
A denúncia de 37 mortes foi apresentada pelo Centro para a Defesa da Juventude e do Meio Ambiente (YEAC-Nigeria). A organização ambientalista disse que as pessoas morreram depois de inalar vapores de combustível durante uma tentativa de retirar petróleo ilegalmente da tubulação.
Em comunicado, o NSCDC afirmou que os números iniciais “não foram totalmente verificados e podem ter sido exagerados”. A entidade é responsável pela segurança dos oleodutos no país.
A Indorama, empresa responsável pela estrutura envolvida, também contestou o relato. Fidelis Omunakwe Akandu, coordenador da vigilância dos oleodutos da companhia, classificou as alegações da YEAC-Nigeria como “mentiras descaradas” e disse que o roubo mencionado pela ONG não teria ocorrido.
ONG mantém denúncia
Fyneface Dumnamene, diretor-executivo da YEAC-Nigeria, afirmou que a organização possui fotografias e vídeos para comprovar o incidente. A entidade manteve a versão de que houve mortes e rejeitou a negativa da Indorama.
O Delta do Níger é uma das principais áreas produtoras de petróleo da Nigéria. Na região, o roubo de petróleo e a perfuração clandestina de oleodutos são problemas recorrentes. Segundo as informações divulgadas, contrabandistas acessam as tubulações para retirar petróleo, que pode ser refinado ilegalmente e vendido como combustível.
A prática provoca perdas econômicas para o país, além de vazamentos, incêndios e contaminação ambiental. A Nigéria é um dos maiores produtores de petróleo da África.




