São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Moraes nega favorecimento ao Banco Master antes de sessão no STF

Ministro afirma que acusações têm objetivo político-eleitoral e contesta investigação pedida por André Mendonça.

Moraes nega favorecimento ao Banco Master antes de sessão no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter favorecido o Banco Master ou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em manifestação enviada na segunda-feira (14) ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes classificou as suspeitas como uma tentativa de “vingança” e afirmou que o caso tem objetivo “político-eleitoral”.

O plenário do STF analisa nesta terça-feira (15) se autoriza a abertura de uma investigação contra Moraes por suposta relação com Vorcaro e com fatos investigados no caso Banco Master. O pedido foi apresentado por André Mendonça, que era o relator do inquérito até a semana passada.

Moraes disse que a investigação determinada por Mendonça é ilegal. Segundo ele, seriam necessários pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, além de autorização do plenário do STF. “Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte”, afirmou.

Mensagens e operação policial

O relatório da Polícia Federal identificou oito supostos encontros e 52 mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Uma delas teria sido enviada dois dias antes da prisão do banqueiro, em novembro de 2025, quando Vorcaro perguntou se o ministro achava que na segunda-feira já teria que “estar fora”.

Moraes afirmou que não sabia previamente da Operação Compliance, que resultou na prisão de Vorcaro. Também negou ter procurado autoridades responsáveis pela investigação ou vazado informações. Para o ministro, a prisão de Vorcaro enquanto tentava embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos com o celular indicaria que ele não tinha conhecimento do mandado judicial.

O ministro contestou a autenticidade das supostas mensagens. Disse que os textos atribuídos a ele estavam em blocos de notas do celular de Vorcaro e que não havia prova de envio. Também criticou a preservação das provas e afirmou que o relatório da PF se baseia em interpretações, sem perícia técnica.

“Não há nenhuma, absolutamente nenhuma mensagem de autoria do ministro Alexandre de Moraes que indique qualquer consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de qualquer operação policial”, declarou.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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