São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Missão pede ao TSE apuração de posts pagos do exterior favoráveis a Flávio

Representação aponta possível interferência estrangeira e uso de recursos fora da contabilidade eleitoral em publicações no X.

Renan Santos e Missão pedem ao TSE investigação de perfis pagos pró-Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação/Missão

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, e o partido pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma investigação sobre publicações pagas no X favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A representação foi protocolada nesta quarta-feira (23) e ficará sob relatoria do ministro André Mendonça.

A ação aponta possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras e afirma que recursos enviados do exterior podem estar beneficiando eleitoralmente Flávio, principalmente no ambiente digital. Os autores também levantam a hipótese de uso de dinheiro fora da contabilidade oficial de campanha.

Perfis citados

O pedido menciona cinco perfis estrangeiros: Visegrád 24, Matt Gaetz, Geiger Capital, Eric Daugherty e UHN Plus. Segundo a representação, as contas teriam publicado conteúdos remunerados sobre a eleição presidencial brasileira, em grande parte em português e direcionados ao público do país.

As publicações começaram a ganhar força a partir de 20 de agosto, data de início da campanha eleitoral, e apresentavam Flávio de forma positiva em comparação com outros candidatos. Renan afirmou que perfis norte-americanos ligados a Trump estariam impulsionando conteúdo pago para eleitores brasileiros.

“Agora, através de uma novidade, perfis norte-americanos ligados ao Trump, perfis enormes ligados à direita, estão impulsionando conteúdo pago para eleitores brasileiros”, disse o candidato.

Renan e o Missão pedem o bloqueio dos perfis até o segundo turno, em 25 de outubro, além da identificação dos responsáveis. Caso a Justiça brasileira não consiga alcançá-los, a responsabilidade deverá ser transferida para a plataforma, conforme o pedido.

A representação solicita ainda uma decisão liminar para retirar imediatamente as cinco publicações e aplicar multa. O X também deverá preservar e fornecer informações que permitam identificar os responsáveis pelas contas e a origem dos recursos usados nos posts.

Associação com apostas

O Missão afirma que a associação das publicações com empresas de apostas pode configurar outra irregularidade. Pelas normas do TSE, o uso de organizações comerciais ou plataformas de apostas vinculadas a candidatos ou ao resultado da eleição pode caracterizar ilícito eleitoral, abuso de poder econômico ou captação ilícita de votos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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