São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Política

Michelle Bolsonaro amplia presença na disputa da direita

Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ex-primeira-dama se distancia do tom de Flávio e é vista como nome para 2030.

Michelle Bolsonaro amplia presença na disputa da direita

Michelle Bolsonaro ganhou espaço na disputa da direita ao se apresentar com um tom diferente do adotado por Flávio Bolsonaro, seu enteado e candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL). Durante uma carreata eleitoral, ela respondeu com um sorriso a provocações de um homem de esquerda: “Você é Lula, eu sou Jair Bolsonaro e com respeito dá tudo certo”.

Candidata ao Senado do Distrito Federal, Michelle é considerada favorita a conquistar uma vaga nas eleições legislativas de 4 de outubro, mesmo tendo feito pouca campanha e após ser hospitalizada brevemente nesta semana por causa de uma enxaqueca. Se eleita, ocupará seu primeiro cargo eletivo.

A ex-primeira-dama também aparece como possível nome da direita para a eleição de 2030, embora não fale sobre suas ambições futuras. Eduardo Torres, seu irmão, assessor e candidato a deputado distrital pelo PL, afirmou que a candidatura ao Senado é apenas o início e que Michelle é hoje o maior nome político feminino no Brasil.

Base evangélica e relação com Flávio

Michelle tem como principal base política as mulheres evangélicas. Protestante e próxima de pastores conservadores, é vista pela cientista política Graziella Testa, da Universidade Federal do Paraná, como uma interlocutora entre mães e donas de casa evangélicas que seriam mais distantes do bolsonarismo do que os homens.

Embora apoie Flávio, Michelle o acusou em junho de desrespeitá-la e de tratá-la como se fosse idiota durante uma discussão política. Ele pediu desculpas publicamente, e ela disse, em vídeo, que o perdoava. Até agora, não participou dos atos da campanha do enteado. A justificativa é que está cuidando do marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e tem a saúde fragilizada.

Candidatos do interior têm viajado a Brasília para gravar propagandas com Michelle. Para uma fonte do PL, ela saiu fortalecida e já exerce um papel na liderança da direita, apesar de ainda faltar muito para 2030. Flávio afirmou que, se vencer em outubro, não disputará outro mandato, o que abriria a sucessão para 2030.

Como primeira-dama, Michelle cultivou a imagem de uma dona de casa tradicional e de sobriedade. Na posse de Bolsonaro, em 2019, discursou em Libras e levou ao governo a pauta das pessoas com deficiência. Ela também se posiciona contra o aborto e critica o feminismo associado, em sua avaliação, à agenda woke.

Michelle nasceu em 1982, em Ceilândia, Brasília. Filha de um motorista de ônibus e de uma empregada doméstica, vendeu laranjas em um semáforo aos 10 anos. Trabalhou como promotora de vendas e secretária antes de conhecer Jair Bolsonaro, então deputado. Os dois se casaram poucos meses depois, e ele a contratou para trabalhar em seu gabinete.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.