BRASÍLIA — O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, cancelou sua participação em um evento nesta terça-feira (8), depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou seu afastamento do cargo.
A decisão foi comunicada a Rodrigues pouco antes do horário previsto para seu discurso na abertura de um curso de formação profissional de agentes. Na Academia Nacional, em Brasília, 735 alunos aguardaram cerca de 50 minutos até serem informados de que William Murad, diretor-executivo e número 2 no comando da PF, faria a substituição.
Motivo do afastamento
De acordo com a decisão de Mendonça, o afastamento foi motivado pela produção de um relatório interno da PF. O documento foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mendonça também determinou preventivamente que Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, deixe o cargo.
A decisão ainda precisa ser analisada pela Segunda Turma do Supremo, formada por Luiz Fux, presidente do colegiado, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e o próprio Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça-feira para avaliar o afastamento.
A turma formou maioria para manter Rodrigues afastado, mas Gilmar Mendes pediu vista, ou mais tempo para análise, e suspendeu a sessão.




