SÃO PAULO — O manifesto apresentado por Renan Santos no Obelisco do Ibirapuera propõe mudanças em órgãos centrais da República e cobra a continuidade das investigações sobre o caso Master. O documento foi lançado na manhã desta segunda-feira (7), durante ato na zona sul da capital paulista.
Entre as medidas defendidas estão a saída e a prisão de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ministros do Supremo Tribunal Federal, além do afastamento de Andrei Rodrigues da Direção-Geral da Polícia Federal. O texto também pede a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República e a manutenção das apurações sob condução do ministro André Mendonça.
O manifesto solicita ainda mandados de busca e apreensão e investigações em endereços e contra pessoas citadas no escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Entre os locais mencionados estão o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná.
Críticas a candidatos e instituições
No discurso, Santos afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro representam, respectivamente, o risco de um governo autoritário de esquerda e uma oligarquia ligada ao centrão. Também criticou a classe dirigente e disse: “Nenhum dos dois apresenta um plano para a resolução da economia brasileira”.
O documento classifica o debate político nacional como uma “farsa” e rejeita a existência de polarização ideológica. O texto afirma que a direita hegemônica e a esquerda governista seriam controladas pelos mesmos sócios no crime, entre eles Daniel Vorcaro, e faz acusações contra integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Presente no ato, o deputado federal Kim Kataguiri cobrou que os demais candidatos à Presidência assinem o manifesto. Ele citou Flávio Bolsonaro, Lula, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, além de pedir compromisso com a nomeação de ministros do Supremo com independência.
A mobilização deu continuidade à ofensiva iniciada por Santos em 2 de setembro, quando ele protocolou no Senado pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes com base na Lei de Crimes de Responsabilidade. Nas peças, o candidato atribuiu aos ministros condutas incompatíveis com a honra e o decoro do cargo por causa de supostos repasses e vantagens financeiras ligados a Daniel Vorcaro.




