SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não deve depender da China ou dos Estados Unidos para desenvolver inteligência artificial. Em comício neste sábado, 5, o presidente e candidato à reeleição defendeu uma tecnologia produzida em português.
Lula relacionou o desenvolvimento tecnológico à ampliação da infraestrutura no país. Segundo ele, a aprovação do Redata pelo Senado pode atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil. “Quem vier produzir aqui data center vai ter que produzir sua própria energia”, afirmou.
O presidente também destacou a plataforma gov.br. De acordo com Lula, 178 milhões de pessoas se conectam ao governo por meio do serviço. Ele disse que o objetivo é aproveitar a disponibilidade de energia barata no país para atrair projetos e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
Na área econômica, Lula afirmou que aumentar o salário mínimo acima da inflação faz parte de sua visão de futuro. Ele também disse que pretende acabar com a fila do INSS e citou o menor índice de desemprego na história do país.
O presidente rebateu críticas de Flávio Bolsonaro sobre o custo de vida. Afirmou que a inflação de alimentos acumulou 56,17% nos quatro anos do governo anterior, ante 13,6% nos quatro anos de sua gestão.
O IPCA acumulava alta de 4,64% em 12 meses até junho de 2026. Em junho, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, segundo o IBGE.
Lula afirmou ainda que não pretende transformar a disputa eleitoral em uma troca de acusações. “Se a gente for entrar na briga política das mentiras, ficar acusando, a gente vai se igualar a eles”, disse.
O ato teve a participação de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, e das candidatas ao Senado pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet. Depois do comício, Lula visitou o campus da Universidade Federal de São Carlos. Mais cedo, esteve no Hospital de Amor de Barretos. No fim da tarde, voltou a Brasília.



