O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (1º) a cessão onerosa do terreno onde funciona o CT Rei Pelé, do Santos. A área tem cerca de 39 mil metros quadrados e fica em uma cidade do litoral paulista.
Pelo acordo, o clube poderá explorar o local por até mais 40 anos. O pagamento será de R$ 145 mil por mês, com correção pela inflação ao longo do período. O Santos também reconheceu uma dívida de R$ 23 milhões pela utilização anterior do imóvel, a ser quitada em 120 meses. Os valores foram divulgados pelo governo federal.
Avaliado em cerca de R$ 80 milhões, o terreno esteve perto de ser levado a leilão pela SPU (Secretaria de Patrimônio da União). Santos e governo chegaram a um acordo antes disso.
Na solenidade, realizada no Palácio do Planalto, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, afirmou que a área não era regularizada desde 2017. “Estávamos numa insegurança, numa incerteza da continuidade dos trabalhos que o Santos faz tão bem”, disse.
A ministra Esther Dweck (Gestão) afirmou que o caso também envolvia uma disputa judicial iniciada em 2017, quando o MPF questionou uma cessão não onerosa feita em 1996.
Participaram do evento os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Esther Dweck, Paulo Henrique Cordeiro (Esporte), Sidônio Palmeira (Secom) e Jorge Messias (AGU), além dos ex-jogadores Pepe e Serginho Chulapa. O ministro do STF Gilmar Mendes também esteve presente.
Messias disse que o Santos assumiu o compromisso de investir no futebol de base. Ele repetiu a defesa de Lula de que a proibição das bets não prejudica o futebol brasileiro e citou os títulos de 1987 e o pentacampeonato. Lula não discursou.



