JUAZEIRO DO NORTE — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante um comício, que seus adversários na disputa pela Presidência querem receber ajuda dos Estados Unidos. A declaração ocorreu em meio à narrativa do governo de que Washington tem intenções de interferir no processo eleitoral.
"Pode vir o americano que quiser; jamais eles vão ganhar de um pernambucano", disse Lula. Na sequência, o presidente afirmou que o destino do país deve ser definido apenas pelo povo brasileiro.
Ao citar o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, Lula disse que ele recorre a fake news e mentiras para enganar a sociedade em seus discursos.
Economia e disputa no Ceará
Lula também mencionou medidas econômicas do governo, como a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil. O presidente afirmou ainda que, somente após seu retorno ao Planalto, o salário mínimo voltou a ser reajustado acima da inflação.
O presidente participou de uma carreata em Juazeiro do Norte ao lado do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT). Na região do Cariri, reduto petista, Lula buscou impulsionar a campanha do aliado.
Para evitar que seus eleitores votem no candidato oposicionista ao governo do Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), Lula pediu apoio ao mandatário petista. Ele também afirmou que políticos de outros cargos que não apoiam sua candidatura nem a de Elmano não deveriam receber votos.
Lula ainda indicou que pretende enviar um recado aos Estados Unidos e citar o petróleo da Margem Equatorial em 7 de setembro.



