BRASÍLIA — O Ministério da Justiça e Segurança Pública rejeitou a avaliação do governo dos Estados Unidos de que o Brasil falhou ou se omitiu no combate internacional ao crime organizado. A posição foi divulgada em nota nesta quarta-feira (16), em nome do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministério afirmou que a gestão Donald Trump desconsidera iniciativas brasileiras, como a Lei Antifacção e o Programa Brasil contra o Crime Organizado. Também citou a cooperação existente entre os países na área de segurança.
“O governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas”, afirmou a pasta. No comunicado, o órgão disse que o combate ao crime organizado transnacional depende de continuidade, integração institucional e cooperação.
Documento enviado ao Congresso
Em um documento encaminhado pela Casa Branca ao Congresso americano, o governo Trump acusou o Brasil de não enfrentar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). O texto também afirmou que as facções transformaram o país em um centro do fluxo global de cocaína.
O documento é enviado anualmente por exigência legal. O governo americano ressalvou que a inclusão de um país na lista não significa necessariamente uma avaliação negativa das ações de seu governo, porque a classificação considera fatores geográficos, comerciais e econômicos.
Na relação deste ano, Washington incluiu 23 países como grandes produtores ou rotas de drogas. Entre eles estão México, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador. O Brasil não foi incluído nessa lista.


