São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Brasil

Saúde prepara resposta a possível alta de arboviroses com El Niño

Ministério da Saúde prevê janela crítica entre outubro e março de 2027, após queda de 75% na dengue no primeiro semestre.

Saúde prepara resposta a possível alta de arboviroses com El Niño

O Ministério da Saúde prepara, com estados e municípios, um plano de contingência para uma possível alta de dengue e outras arboviroses no fim de 2026. A pasta prevê uma janela crítica a partir de outubro, com efeitos esperados até março de 2027, à medida que o El Niño ganhar intensidade.

A projeção ocorre após a incidência de dengue cair 75% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em julho, o ministério já havia alertado para a possibilidade de aumento da transmissão durante a influência do fenômeno climático. Projeções do InfoDengue/Fiocruz indicaram que o país pode chegar a cerca de 1,7 milhão de casos de dengue no próximo ano.

A resposta será organizada nos níveis nacional e regional, com atuação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) e das bases descentralizadas da Força Nacional do SUS (FN-SUS). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a preparação considera os impactos das alterações climáticas sobre a saúde pública.

“É urgente avançar na adaptação climática porque essas mudanças estão afetando a saúde e levando pessoas à morte”, disse Padilha.

Riscos associados ao clima

As mudanças no regime de temperaturas e chuvas podem alterar o comportamento das doenças. Em algumas regiões, mais precipitações podem favorecer criadouros do Aedes aegypti. Em áreas de estiagem, o armazenamento de água também pode criar condições para a proliferação do mosquito quando os recipientes ficam sem proteção adequada.

O Nordeste deve enfrentar agravamento dos períodos de seca. Nilton Pereira, diretor de Programa da Secretaria Executiva do ministério, citou riscos ligados à insegurança hídrica, ao calor extremo e à piora de doenças crônicas, especialmente cardiovasculares.

As bases da Força Nacional em Fortaleza, Recife e Salvador têm a meta de prestar atendimento imediato em até 12 horas durante desastres ou emergências climáticas de saúde pública. O ministério informou ainda que há mais de mil unidades básicas de saúde em construção ou construídas no Nordeste e mais de 1.700 veículos novos do SAMU na região.

Em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a pasta também coordena ações para uma possível crise hídrica. A fundação implementa mais de 18 mil cisternas no semiárido para ampliar o acesso e a segurança hídrica da população.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.