São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gilmar diz que decisão do CNMP confirmou conduta de Paulo Gonet

Ministro do STF voltou a criticar André Mendonça e defendeu a adoção do juiz de garantias na Corte.

Gilmar diz que decisão do CNMP confirmou conduta de Paulo Gonet

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CNMP) de não abrir investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, confirmou a integridade da atuação do chefe do Ministério Público Federal. A declaração foi publicada no X neste sábado, 26.

O CNMP havia concluído, na última sexta-feira, 25, que não existiam indícios de irregularidades na conduta de Gonet no caso do Banco Master. A decisão terminou em cinco a quatro. A denúncia considerava a viagem a Londres para uma degustação de uísque e charutos.

Críticas a Mendonça

Na mesma publicação, Gilmar criticou o relator do caso Master, ministro André Mendonça, após o fim do sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostrou a proximidade entre Gonet e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Gilmar afirmou que Mendonça já havia reconhecido no Plenário a fragilidade das insinuações antes da divulgação do conteúdo. Para o ministro, a reputação de Gonet foi exposta a ataques nas redes sociais antes de se reconhecer que não havia gravidade nas conversas. Ele também disse que o dano reputacional ocorreu em meio a vazamentos seletivos que teriam sido promovidos por Mendonça em um inquérito que ganhou força durante o ciclo eleitoral.

O ministro do STF ainda questionou a decisão liminar de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida foi suspensa pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Gilmar classificou o afastamento como desproporcional e afirmou que a reversão evitou um dano maior.

Para Gilmar, os episódios estão ligados ao uso de decisões monocráticas de grande alcance, tomadas de forma acelerada. O ministro voltou a defender que o juiz de garantias também seja aplicado ao Supremo Tribunal Federal.

O voto decisivo no CNMP foi dado pelo presidente do colegiado, Nicolao Dino, irmão do ministro do STF Flávio Dino.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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