São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gabinete de Gilmar nega sociedade com advogada ligada a pagamentos do Master

Ministro afirma que nunca teve relação pessoal ou profissional com Dalide Corrêa, citada em conversa sobre precatórios.

Gabinete de Gilmar nega sociedade com advogada ligada a pagamentos do Master

O gabinete de Gilmar Mendes afirmou que o ministro nunca teve sociedade com a advogada Dalide Corrêa, no IDP ou em qualquer outra empresa. A manifestação nega uma afirmação atribuída a executivos do Banco Master em uma conversa sobre pagamentos relacionados a precatórios.

Dalide recebeu R$ 33 milhões do Banco Master e foi diretora-geral do IDP até novembro de 2016. Segundo o posicionamento do ministro, ela é tratada apenas como ex-funcionária, sem relação pessoal ou profissional com Gilmar. A advogada também não teria discutido o assunto com o magistrado.

A mensagem foi enviada em dezembro de 2024 pelo então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, conforme diálogo obtido pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. O conteúdo mencionava cobranças feitas por Dalide sobre desembolsos ainda não realizados e dizia que ela seria “sócia” do ministro.

Na mesma conversa, Rennó citou um pagamento de R$ 15 milhões para a advogada e afirmou que ela e Leandro operavam com o BTG. Dalide havia atuado para o Master em questões relacionadas ao mercado de precatórios.

Posição do ministro

O gabinete também declarou que Gilmar não tem conhecimento da atuação da advogada em processos sobre precatórios do setor sucroalcooleiro. Segundo a nota, o ministro votou contra o pagamento em todos os processos desse setor que julgou, seguindo as teses defendidas pela União. Em nenhum deles, afirmou o gabinete, o voto favoreceu os interesses do Banco Master.

Gilmar encontrou Vorcaro no STF em abril de 2024. Na ocasião, o banqueiro pediu um voto favorável a uma causa envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro. O pedido não foi atendido.

O Master mantinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, na forma de precatórios que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade das ações indenizatórias contra a União. Na época, Vorcaro tinha contrato de R$ 500 mil mensais com Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar. Feitosa o aconselhou a tentar construir uma relação com o ministro.

Dalide não respondeu aos contatos feitos por WhatsApp e pelo número de seu escritório até a conclusão do texto.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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